O clássico 'Curtindo a Vida Adoidado' foi lançado no ano de 1986 e, desde aquela época, fãs especulam sobre a suposta "pessoa real" que teria inspirado o longa. Agora, 40 anos despois de sua estreia, esse
mistério foi finalmente solucionado, após explicações de James Hughes, filho de John Hughes, o cineasta responsável pelo filme.
Desde o lançamento da produção estrelada por Matthew Broderick, fãs apontavam para a possibilidade do personagem Ferris Bueller teria sido baseado em alguém específico. Contudo, de acordo com o portal Monet, um livro recente do jornalista Jason Klamm contesta antigas teorias e traz novos esclarecimentos, segundo o site Radar Online. A obra, intitulada 'Ferris Bueller... You're My Hero: The Story of the World's Most Famous Day Off' ('Ferris Bueller... Você é Meu Herói: A História do Dia de Folga Mais Famoso do Mundo', em tradução livre), revisita as origens do personagem.
Em depoimento incluído no livro, James Hughes afirmou: "Nunca houve qualquer credibilidade nas alegações… [de que] Ferris teria sido derivado ou inspirado por uma pessoa do passado do meu pai." Klamm acrescenta que, no caso da maioria dos personagens fictícios, o processo criativo costuma envolver uma mistura de referências — algo em que John Hughes se destacava. Segundo o autor, basear um personagem inteiramente em uma pessoa real não só pode trazer riscos legais, como também limita a criatividade.
O livro também descarta uma teoria popular na internet de que o diretor teria se inspirado em um amigo de infância chamado Bert Bueller. Outra hipótese mencionada envolve um indivíduo chamado A.C. Bueller III, que poderia ter alguma relação com o nome do protagonista.
A família Bueller real
De acordo com a obra, a família Bueller real teria sido avisada pela esposa de Hughes, em 1985, sobre o uso de uma variação do sobrenome no filme e, posteriormente, teria participado como figurante na cena ambientada no Art Institute of Chicago , porém essa informação não chegou a ser confirmada pelo autor.
O livro traz ainda o relato de Jackson Peterson, colega de escola do diretor, sobre um passeio que ele, Hughes e outros amigos fizeram aos 17 anos. A experiência pode ter inspirado a cena em que Ferris e seus amigos jantam em um restaurante sofisticado. Como lembra Peterson, o grupo foi ao Union League Club of Chicago, onde, apesar de serem menores de idade àquela altura, conseguiram pedir bebidas alcoólicas.
Por fim, a obra recupera uma declaração do próprio John Hughes sobre a criação dos personagens: Ferris foi concebido como o tipo de pessoa que ele gostaria de ser, enquanto que Cameron refletia mais de perto sua própria personalidade.
Eu criei o personagem para ser o cara que eu sempre quis ser, e criei seu melhor amigo Cameron para ser o tipo de pessoa que eu geralmente sou", disse o cineasta.












