Hugo Deans, uma criança de 8 anos, fez uma grande descoberta enquanto observava o quintal de sua casa e levou os cientistas a descreverem uma interação importante.
Publicado na revista American Naturalist,
o estudo revela que vespas-das-galhas criam estruturas para atrair formigas, o que desafia o entendimento de um século sobre a mirmecocoria, processo de dispersão de sementes realizado pelas formigas.
O garoto percebeu que as formigas estavam coletando objetos que pareciam sementes, e alertou seu pai, Andrew Deans, que é professor de entomologia.
Em uma análise detalhada, foi revelado que não se tratava de sementes, e sim galhas de carvalho, que tem seu crescimento induzido por vespas para proteger suas larvas. Além disso, a pesquisa mostrou uma interação em três níveis diferentes.
Segundo a CNN Brasil, a vespa induz o próprio carvalho a produzir a galha, desenvolver uma espécie de capa carnuda e comestível, também conhecida como kapéllos.
As capas possuem ácidos graxos que se assemelham à química de insetos mortos, que são os principais alimentos das formigas carniceiras.
Após serem atraídas pela química das capas, as formigas as transportam para seus ninhos, consomem apenas a capa, deixando a larva da vespa intacta e protegidas em seu ninho.
Descoberta impacta a teoria
Antes da nova pesquisa, os pesquisadores acreditavam que as plantas evoluíram primeiro para produzir essas capas para atrair os dispersores, mas o novo estudo mostrou que a interação entre vespas e formigas pode ter acontecido primeiro.
Além disso, as galhas de carvalho são extremamente comuns na natureza e podem ter sido o motivo evolutivo para as formigas começarem a coletar esses objetos.
Com isso, essa nova pesquisa ajuda a mudar a percepção sobre um conceito que é ensinado há mais de 100 anos na biologia, a mirmecocoria, que era apresentada como uma relação entre plantas e insetos











