O lobo-terrível, espécie pré-histórica que inspirou os direwolves da série Game of Thrones, pode estar mais próximo de retornar de forma permanente à natureza. Isto porque, um ano após anunciar a chamada
"desextinção" do animal, a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences revelou que os três exemplares criados em laboratório já alcançaram maturidade suficiente para se reproduzir.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph, o
s animais receberam os nomes Rômulo, Remo e Khaleesi, em referência ao universo da famosa saga. Eles nasceram em 2025 após um processo de engenharia genética que combinou DNA obtido de fósseis antigos com material genético do lobo-cinzento, considerado o parente vivo mais próximo do lobo-terrível. Atualmente, os três vivem em uma reserva ecológica protegida nos Estados Unidos.Segundo Ben Lamm, CEO e cofundador da empresa, os cientistas utilizaram DNA extraído de um dente estimado em cerca de 13 mil anos e de um crânio com aproximadamente 72 mil anos para reconstruir o genoma da espécie extinta. A equipe então editou células de lobos-cinzentos com 15 variantes genéticas associadas ao lobo-terrível, produzindo embriões posteriormente implantados em fêmeas.
A Colossal informou que o procedimento utilizou clonagem por transferência nuclear de células somáticas, técnica em que o núcleo contendo DNA é inserido em um óvulo sem material genético. O processo resultou em três gestações bem-sucedidas. Hoje, os animais vivem em uma área protegida de mais de 2 mil acres, sob monitoramento constante.
Espécie significativamente maior
Os lobos-terríveis eram cerca de 25% maiores do que os lobos modernos e tinham mandíbulas mais robustas, cabeças largas e pelagem clara e espessa. Considerados hipercarnívoros, eles se alimentavam principalmente de grandes animais, como cavalos e bisões. A espécie, no entanto, desapareceu no final da última Era do Gelo, provavelmente devido à combinação entre mudanças climáticas e redução das presas disponíveis.
A diretora científica da empresa, Beth Shapiro, considera que a reconstrução genética atingiu um nível de precisão centenas de vezes superior ao disponível anteriormente. Segundo ela, isso permitiu aos cientistas uma melhor compreensão da evolução do animal e a possibilidade de selecionar com mais segurança quais variantes genéticas deveriam ser incorporadas aos lobos modernos.













