Michael Jackson, o rei do pop, durante sua vida sofreu muitas acusações de abuso sexual de crianças. No entanto, em sua cinebiografia 'Michael' a temática não aparece. Críticos de cinema apontaram a falta
dessas acusações e Spike Lee, um renomado cineasta, veio à público para rebatê-las.
O diretor de 'Infiltrado na Klan' defendeu que as críticas ao filme de Antoine Fuqua não se sustentam temporalmente. Ainda, acusou os críticos de só quererem fazer uma crítica onde não tem.
As críticas
O filme 'Michael', lançado 23 de abril nas telonas brasileiras, aborda o início da carreira de um dos maiores artistas de todo o tempo. Durante o filme é apresentada a carreira de Michael Jackson e os conflitos constantes que teve com sua família até o fim definitivo dos Jacksons, banda da família.
Dessa forma, o recorte temporal do filme é de meados de 1966 até 1988. Portanto, Spike Lee explica que a primeira acusação contra Michael Jackson, ocorrida em 1993, não tinha possibilidade nenhuma de aparecer nas telas, uma vez que, temporalmente, o filme não abarca o período.
Por isso, em entrevista à CNN, Spike Lee diz:
As coisas de que você está falando, as acusações, acontecem [depois]. Então você está criticando o filme por algo que você quer que esteja lá, mas que não funciona na cronologia do filme".
Outras acusações
É relevante lembrar que Spike Lee trabalhou com Michael Jackson em vida em algumas produções de clipes, sendo o mais famoso deles o clipe gravado no Rio de Janeiro com a banda brasileira Olodum.
Durante sua defesa, o diretor não ataca outros comentários também pertinentes à obra. Primeiramente, muitos críticos e o público geral têm apontado para a obra como “chapa-branca”, ou seja, muito enviesada para transformar o Michael em uma figura idealizada.
Do mesmo jeito, nas redes sociais, internautas acusam o filme de mostrar que o rei do pop surge como uma figura quase messiânica, sempre distante dos outros irmãos e genial em essência. Porém, essas acusações não foram defendidas por Spike Lee.
Conforme a Folha de S. Paulo, vale a pena destacar que o caso de Jordan Chandler, que acusou Jackson em 1993, seria abordado na versão original do filme — assim pretendendo abordar o impacto dessas acusações na vida do artista.
No entanto, mudanças contratuais teriam impedido a inclusão de referências ao caso. No mesmo sentido, os herdeiros do cantor teriam pago milhões de dólares para refilmar o final do longa, que se encerra no auge da carreira do artista.
*Sob supervisão de Éric Moreira












