A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote de coco ralado da marca Casa de Mãe, devido à presença de níveis
excessivos de dióxido de enxofre, um tipo de conservante alimentício.
De acordo com a agência, uma análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN) encontrou 826 mg/kg da substância no lote interditado, mais de quatro vezes acima do nível permitido
.Embora essa quantidade seja tolerada em alguns produtos, como uvas passas ou damascos secos, no coco ralado o limite é muito mais baixo: de acordo com a Instrução Normativa IN nº 211/2023, o teto para uso da substância nesse alimento é 200 mg/kg.
Qual lote exige atenção
O problema foi identificado no lote 13/25 do coco ralado da marca Casa de Mãe.
Comercializada exclusivamente em supermercados da rede Unigrupo (confira aqui as bandeiras pertencentes ao conglomerado), a marca é fabricada pela Qualicoco Ltda. Consumidores que tenham o produto desse lote em casa não devem consumi-lo.
A orientação é procurar o local onde a compra foi feita, com nota fiscal, para solicitar a troca. Caso isso não seja possível ou haja necessidade de informações adicionais, deve-se entrar em contato com o serviço de atendimento da fabricante, pelo número (51) 3662 8300.
Para que serve o dióxido de enxofre (e cuidados com o excesso)
O dióxido de enxofre é utilizado como conservante de alimentos, atuando para estender sua validade. Com propriedades antioxidantes, ele é especialmente empregado em frutas secas e outros produtos que podem ter sua coloração alterada devido à exposição ao ar, ajudando a preservar a aparência por mais tempo.
Considerado seguro para consumo humano em níveis adequados, ele pode causar desconfortos gastrointestinais quando presente em quantidades muito elevadas. Pessoas com sensibilidade também devem ter atenção a ele mesmo em condições normais, já que o dióxido de enxofre pode causar reações alérgicas e servir de gatilho para crises de asma em indivíduos suscetíveis.











