Passadas duas semanas do fim da participação do Brasil na Copa do Mundo, o atacante Vinicius Jr., destaque da seleção durante o torneio, reapareceu em público.
E com uma novidade: seu rosto estava diferente, "irreconhecível" na visão de muitos internautas, após se submeter a uma harmonização facial.
Inicialmente alvo de especulação, o procedimento estético foi confirmado pelo dermatologista Alessandro Alarcão, que conduziu o tratamento.
Médico favorito da influencer Virginia, com quem Vini reatou a relação recentemente, ele descreveu a técnica como uma "naturalização facial", baseada na "reestruturação dos ligamentos da face, associada a um refinamento da projeção do queixo, sempre respeitando as características anatômicas e a identidade do paciente", disse.
Mas o que exatamente isso significa, na prática? E tem algo de diferente entre o que o goleador do Brasil na Copa fez e como costuma ser uma harmonização facial típica? Entenda melhor.
Naturalização facial? O que é isso?
Embora o procedimento de Vinicius Jr. tenha sido descrito por Alarcão como uma "naturalização" e não uma "harmonização" facial, não há uma distinção formal entre as duas técnicas.
Ambas têm objetivos parecidos, mas a "naturalização" costuma ser anunciada como uma abordagem que preza por intervenções menos invasivas, buscando recuperar traços originais que começam a se perder com a idade, sem criar um "formato novo" para o rosto.
Em declarações à imprensa, a clínica de Alessandro Alarcão afirmou ter empregado "tecnologias de última geração" que permitiram "uma abordagem mais conservadora", reduzindo a necessidade de procedimentos injetáveis e favorecendo traços vistos como "naturais". De acordo com as informações divulgadas, lasers, ultrassom e radiofrequência foram utilizados no caso do jogador.
Essas tecnologias vêm sendo empregadas como uma forma de estimular o colágeno na pele, com evidências científicas que nem sempre são conclusivas. O objetivo é, claro, que a produção de colágeno aumente, ao mesmo tempo em que os tecidos passam por uma retração, reduzindo a flacidez e conferindo uma aparência mais jovem.
Em geral, a técnica pode trazer resultados mais perceptíveis em pessoas mais velhas, com mais alterações associadas à idade. Não é o caso de Vini Jr., que tem tem 26 anos.
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Como uma harmonização facial costuma ser feita
Ainda que a harmonização não necessariamente exclua abordagens cirúrgicas, atualmente se convencionou utilizar o termo para procedimentos estéticos que não envolvem uma operação mais invasiva. Por isso, as técnicas preferenciais costumam utilizar, além dos estimuladores de colágeno, a aplicação de substâncias injetáveis que permitem "moldar" o rosto.
Cada vez mais procedimento têm recorrido ao ácido hialurônico, uma substância com risco mais baixo de rejeição e com efeitos que podem durar por até dois anos, a depender da pessoa. No caso de Vini Jr., a equipe médica disse que as tecnologias reduziram a necessidade de substâncias injetáveis, caso do hialurônico, mas não eliminaram. No entanto, não há confirmação de que ele fez um preenchimento ou de qual tipo.
O ácido hialurônico atualmente não se limita a preencher "buracos", sendo capaz de simular estruturas ósseas e camadas gordurosas. Ele se degrada naturalmente no corpo, o que torna seu efeito temporário e exige a reaplicação após algum tempo (o intervalo específico varia de pessoa para pessoa).
Uma das vantagens do ácido hialurônico é que, caso o procedimento dê errado e a injeção gere deformações estéticas que não estavam previstas, a reversão é relativamente simples: os médicos utilizam a hialuronidase, uma enzima que acelera a degradação do ácido em casos de assimetrias ou outras intercorrências.
Outras técnicas injetáveis incluem a aplicação de toxina botulínica, também conhecida pelo nome comercial Botox. Também temporário, com a duração média que costuma ser inferior ao ácido hialurônico, ele é injetado em uma camada mais superficial da pele.













