A vacinação contra difteria e tétano é parte da proteção básica que todo brasileiro recebe ainda nos primeiros meses de vida. Mas você sabia que é necessário
renovar essa imunização periodicamente?
É quando entra em cena a chamada "vacina dupla adulto", ou dT, que funciona como um reforço a ser tomado a cada 10 anos.
Ela também é indicada durante a gestação e para quem não recebeu o esquema completo na infância.Conheça mais sobre esse imunizante e como funciona a proteção.
Para quem é indicada?
Conhecido pelo nome completo de vacina dupla bacteriana do tipo adulto, esse imunizante é indicado para qualquer pessoa que precise fazer doses regulares de reforço (indicada a cada 10 anos) contra o tétano e a difteria. A vacina também deve ser tomada, em esquema diferenciado, por quem não recebeu as doses indicadas até os 7 anos de idade.
Gestantes têm indicação de fazer a vacina a cada gravidez. Sempre que houver disponibilidade de doses, a preferência na verdade é pela vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto, a dTpa: além da difteria e do tétano, ela também imuniza contra a coqueluche.
De forma geral, a vacina não tem contraindicações, salvo em casos raríssimos nos quais a pessoa tenha alergia conhecida a algum dos componentes da formulação. Normalmente, a única reação adversa é uma dor no local de aplicação que passa em até dois dias, mas algumas pessoas também podem apresentar febre.
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Como é o esquema (e quando tomar o reforço)
O esquema indicado depende da forma como ocorreu a imunização na infância. Se tudo corre de acordo com as indicações do Ministério da Saúde, crianças recebem a dTpa em três doses iniciais, aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforços entre os 12 e 18 meses, e entre os 4 e 6 anos.
Caso a imunização tenha ocorrido dessa forma na infância, adultos devem tomar o reforço da dT ou dTpa apenas uma vez a cada 10 anos. Na gestação, a dT (vacina dupla) pode ser aplicada em qualquer período gestacional a partir da comprovação da gravidez; já a dTpa (vacina tríplice) é indicada após a 20ª semana.
Em pessoas com esquema básico incompleto ou desconhecido, a indicação varia. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), quem sabe que recebeu alguma proteção contra o tétano deve receber uma dose de dTpa a qualquer momento, seguida de uma ou duas doses de dT ou dTpa (dependendo de quantas faltam para completar o esquema); depois, o reforço ocorre uma vez a cada 10 anos.
Para pessoas que sabidamente não foram vacinadas, a indicação é tomar uma dose de dTpa a qualquer momento com outras duas doses da dT ou dTpa. Como ocorre nos demais casos, uma vez concluído o esquema completo, o reforço deve ser feito a cada 10 anos, com a vacina dupla ou tríplice, conforme a disponibilidade.











