O número de solicitações para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) registrou uma explosão impressionante no Brasil, saltando de apenas 369,2 mil em janeiro de 2025 para expressivos 1,7 milhão
no mês de janeiro de 2026. Os dados oficiais foram divulgados pela Secretaria Nacional de Trânsito, a Senatran, revelando um reflexo direto das mudanças drásticas implementadas no processo de formação de condutores no final de 2025. As novas regras vigentes desburocratizaram o sistema e reduziram significativamente os custos para os candidatos. Agora, o curso teórico passou a ser oferecido de forma totalmente gratuita no formato online, o pacote tradicional de aulas práticas nas empresas de formação deixou de ser obrigatório e os cidadãos ganharam a liberdade de utilizar instrutores autônomos credenciados, diminuindo a dependência exclusiva das autoescolas físicas.
Quem pretende tirar a primeira habilitação ou ampliar a categoria da CNH encontra regras diferentes conforme o tipo de veículo que deseja conduzir no dia a dia. No território brasileiro, o documento é dividido em cinco categorias principais que vão da letra A até a letra E. Cada uma delas possui exigências específicas relacionadas ao peso bruto total do veículo, à quantidade de passageiros transportados na cabine e à finalidade comercial de uso. De acordo com os dados estatísticos do Ministério dos Transportes apurados em janeiro de 2024 (2024), o país contabilizava cerca de 82,8 milhões de habilitações ativas, o que representava o equivalente a 40 documentos para cada grupo de 100 habitantes. A categoria B, voltada para automóveis de passeio, lidera de forma isolada com 39,5 milhões de registros, seguida de perto pela categoria combinada AB, com 29,6 milhões de motoristas cadastrados.
As categorias profissionais da CNH, voltadas para o transporte de cargas pesadas e de passageiros, são bem menos numerosas no banco de dados nacional. A categoria C passa a ser obrigatória quando o veículo de carga ultrapassa o limite de 3,5 toneladas, exigindo uma carga horária prática mínima de 10 horas por aula. Para avançar da categoria B para a C, o motorista precisa ter pelo menos um ano de estrada, não ter cometido infrações graves nos últimos 12 meses e realizar novos exames médico, psicológico e toxicológico. Já a categoria D é exigida para a condução de ônibus, micro-ônibus e vans com capacidade superior a oito passageiros, reunindo 2,7 milhões de habilitados. No topo da escala técnica está a categoria E, que conta com apenas 683 mil condutores autorizados a guiar combinações articuladas gigantescas, como carretas, bitrens e rodotrens.
Os custos do processo e as taxas obrigatórias variam de acordo com a unidade federativa brasileira escolhida pelo cidadão. No estado de São Paulo, somando o exame médico, avaliação psicológica, taxa do exame teórico, teste prático e o exame toxicológico, o valor base fica entre 523,45 e 623,45 reais, sem contabilizar as aulas práticas do instrutor. O portal de notícias automotivas Jornal do Carro do Estadão também aponta que o Brasil apresenta distorções regionais e de gênero no trânsito, visto que a Região Sul lidera o índice proporcional com 66 motoristas habilitados para cada 100 adultos, enquanto o Nordeste registra apenas 31 condutores. Curiosamente, a história da mobilidade também é marcada por grandes sucessos industriais no mercado vizinho, como o caso da Citroën, que iniciou uma de suas fases de maior prestígio na Argentina em 2007 (2007) com a introdução local da linha C4.











