A busca por um veículo seminovo ou usado exige bastante cautela por parte dos motoristas brasileiros. Embora o Fiat Marea seja frequentemente lembrado como o maior símbolo de rejeição no mercado nacional,
ele definitivamente não está sozinho nessa categoria incômoda. Diversos carros produzidos por montadoras consagradas e muito respeitadas também sofrem com uma reputação negativa bastante pesada. Os motivos para essa fama ruim variam desde transmissões automáticas problemáticas até custos de manutenção completamente proibitivos para a realidade da maioria das pessoas.
Essa imagem de veículo problemático costuma surgir quando uma falha crônica de projeto começa a afetar muitos proprietários de forma simultânea. Quando o defeito é acompanhado por peças caras e escassas, além da falta de mão de obra qualificada no país, a desvalorização do carro é inevitável. Conhecer o histórico dessas falhas é fundamental para evitar dores de cabeça financeiras no futuro.
Peugeot 307
O hatch médio francês sempre chamou a atenção pelo design moderno e pela excelente lista de equipamentos para a sua época. No entanto, o grande vilão deste carro foi a transmissão automática AL4 de quatro marchas. Esse componente ficou famoso pelos trancos violentos nas trocas de marcha, pelo superaquecimento constante e por travar repentinamente no modo de segurança. O custo para reparação desse sistema é extremamente elevado, o que acabou manchando a imagem comercial de toda a linha da montadora por muitos anos.
Ford Focus
A terceira geração deste carro tinha tudo para ser um sucesso absoluto devido à sua excelente dinâmica e conforto interno superior. Infelizmente, a fabricante optou por equipar o veículo com a transmissão automatizada de dupla embreagem conhecida como Powershift. Essa escolha técnica se transformou em um verdadeiro desastre comercial. O sistema apresentava trepidações excessivas, superaquecimento severo e panes eletrônicas graves, gerando disputas judiciais e destruindo a confiança dos consumidores na marca.
Volkswagen Logus
Nascido durante os anos da Autolatina, que uniu as operações da fabricante alemã e da Ford no mercado sul-americano, este carro sofria com uma grave falha estrutural de engenharia. A sua carroceria de duas portas apresentava uma rigidez torcional muito abaixo do ideal para as nossas estradas. Com o tempo de uso, o estresse mecânico provocava uma trinca crônica na estrutura metálica perto da parede corta-fogo. Esse conserto complexo assustou os compradores e abreviou a vida do veículo.
Renault Twingo
O pequeno subcompacto importado da França conquistou muitos admiradores pelo seu visual carismático e pelo aproveitamento inteligente do espaço interno. Apesar de apresentar uma mecânica originalmente robusta, o carro sofre muito com a falta de componentes no mercado nacional. A extrema dificuldade para encontrar peças básicas de reposição e a escassez de mecânicos que entendam suas particularidades transformam a sua manutenção diária em uma tarefa muito cara e demorada.
Chevrolet Agile
Desenvolvido para enfrentar concorrentes diretos que faziam sucesso na época, o carro dividiu opiniões por conta de suas linhas estéticas polêmicas. Contudo, o verdadeiro ponto fraco do veículo estava localizado na sua parte mecânica. As configurações equipadas com o câmbio automatizado Easytronic se tornaram um pesadelo para os donos. O sistema era famoso por causar trancos incômodos, trocas de marchas imprecisas e apresentar um custo de reparo muito alto em oficinas especializadas.















