O mês de julho acende um alerta crucial para a saúde dos brasileiros. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) intensifica as campanhas de conscientização sobre o melanoma, o tipo mais agressivo
de câncer de pele. Embora represente uma parcela menor dos tumores cutâneos, essa neoplasia possui alto potencial de metástase (espalhar-se para outros órgãos). Diante desse cenário, obter o diagnóstico precoce do melanoma torna-se o fator mais determinante para salvar vidas e elevar radicalmente as taxas de cura.
A princípio, o câncer de pele é uma realidade avassaladora no país. Ele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos diagnosticados em território nacional, somando mais de 220 mil novos casos anualmente.
De acordo com a dermatologista Dra. Thais Buffo, membra da SBCD:
"Muitas pessoas associam o protetor solar apenas aos dias de praia ou piscina. No entanto, a radiação ultravioleta está presente durante todo o ano, inclusive em dias nublados, e seus efeitos são cumulativos. A exposição repetida acelera o envelhecimento da pele e aumenta o risco de desenvolver câncer de pele. O protetor solar deve fazer parte da rotina, assim como escovar os dentes."
A Regra do ABCDE: Como identificar sinais de alerta
Um erro comum entre a população é acreditar que o tumor maligno surge apenas a partir de pintas antigas. Em contrapartida, uma parcela significativa dos casos se manifesta como uma lesão completamente nova no corpo.
Para facilitar o autoexame e a identificação de sinais suspeitos, a médica recomenda a aplicação da regra do ABCDE, um método utilizado mundialmente.
A – Assimetria: Se você dividir a pinta ao meio, uma metade fica completamente diferente da outra.
B – Bordas irregulares: Os limites da mancha são irregulares, serrilhados ou mal definidos.
C – Cores diferentes: Presença de tonalidades distintas (preto, castanho, cinza ou azul) na mesma lesão.
D – Diâmetro: A pinta apresenta tamanho superior a seis milímetros
E – Evolução: Mudanças perceptíveis no tamanho, formato, cor ou sintomas novos, como coceira e sangramento.
Mídias sociais e o perigo do autodiagnóstico
A especialista faz um alerta rígido sobre o uso das redes sociais para avaliar problemas de saúde. Nenhuma inteligência artificial ou fotografia digital substitui a visão médica.
Segundo a Dra. Thais Buffo:
"As plataformas digitais ampliam o acesso à informação, mas também facilitam a disseminação de conteúdos sem embasamento científico. Nenhuma fotografia ou ferramenta de autodiagnóstico substitui a avaliação clínica. Diante de qualquer dúvida sobre uma lesão, o mais importante é procurar um dermatologista."
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Do mesmo modo, a SBCD orienta que os pacientes façam consultas periódicas, principalmente indivíduos de pele clara, com histórico familiar da doença ou grande quantidade de pintas. Para garantir a segurança no atendimento, a população deve sempre acessar o site do Conselho Federal de Medicina (CFM) e checar se o profissional possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE).
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