A ocorrência de colisões sucessivas na neblina frequentemente envolve veículos que colidem com outros que estão parados ou se deslocando mais lentamente na mesma faixa de rolagem. Esse fenômeno acontece
devido a uma falta de sincronização entre as decisões que os condutores tomam na mesma situação de risco. O motorista que sofre o impacto é surpreendido pelo aparecimento, a poucos metros de distância, do outro automóvel, tornando impossível evitar a batida porque o espaço disponível não é suficiente para frear a tempo. A situação complica-se para o restante do trânsito, pois, em muitas ocasiões, os veículos acidentados permanecem imobilizados na pista, ocupando quase todo o espaço e reduzindo as chances de desvio dos condutores que chegam logo em seguida ao local. Embora a principal recomendação em casos de forte nevoeiro seja evitar sair de casa, imprevistos do dia a dia frequentemente impedem que as pessoas permaneçam protegidas em seus lares.
Para mitigar esses riscos nas rodovias, existem soluções técnicas de sinalização que muitos motoristas simplesmente não sabem que existem ou não compreendem o significado. Algumas estradas possuem marcas em forma de V invertido pintadas diretamente no asfalto, que fornecem informações adicionais complementadas por placas indicativas ao longo da via. Esses avisos visuais determinam uma regra simples de segurança: se o condutor conseguir enxergar três marcas consecutivas, pode dirigir a 80 km/h; se visualizar duas marcas, deve reduzir para 60 km/h; caso veja apenas uma marca na pista, a velocidade máxima não deve ultrapassar os 40 km/h. O desrespeito a essas orientações geralmente ocorre por excesso de confiança ou desconhecimento da sinalização pelas pessoas.
Em vias que não possuem essa tecnologia, o motorista precisa tomar decisões por conta própria para garantir a segurança durante a neblina. A recomendação dos especialistas em trânsito é ajustar a velocidade imediatamente aos primeiros sinais de névoa, mantendo os faróis baixos acesos junto com os faróis de neblina. Um erro grave cometido frequentemente no país é acionar o pisca-alerta com o veículo ainda em movimento, um mau hábito que pode confundir quem vem atrás, dando a falsa impressão de que o carro está totalmente parado. Além disso, os faróis altos nunca devem ser utilizados nessas situações, pois a luz reflete diretamente nas gotículas de água da névoa e prejudica ainda mais a visão do condutor. Em cenários extremos, a solução mais confiável adotada pelas autoridades de trânsito é organizar comboios com batedores, fazendo com que os veículos sigam em fila única e velocidade controlada.
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