O registro de três mortes e diversos passageiros em estado grave durante um cruzeiro transatlântico acionou um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para um possível surto de hantavírus a bordo.
O patógeno, conhecido por causar doenças graves, exige atenção imediata devido ao seu potencial de impacto à saúde pública em ambientes confinados.
O que é o hantavírus?
O hantavírus é um patógeno transmitido principalmente por roedores silvestres. A infecção em humanos pode se manifestar de duas formas principais, dependendo da linhagem do vírus:
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Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH): Comum nas Américas, causa sintomas respiratórios graves que podem evoluir rapidamente para insuficiência respiratória e choque.
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Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR): Mais frequente na Europa e Ásia, afetando principalmente as funções renais.
Transmissão e sintomas
A transmissão ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de aerossóis contendo fezes, urina ou saliva de roedores infectados.
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Sintomas iniciais: Febre alta, dores musculares (especialmente nas costas e coxas), dor de cabeça e fadiga.
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Evolução: Em casos graves, o paciente apresenta tosse seca, falta de ar severa e acúmulo de líquido nos pulmões.
Prevenção e cuidados
Não existe uma vacina amplamente disponível para todas as variantes do vírus, e o tratamento é baseado em suporte médico intensivo para os sintomas. Por isso, em cruzeiros ou locais fechados, a principal medida de prevenção é o controle rigoroso de pragas e a higienização de áreas que possam ter abrigado roedores.












