O Chevrolet Sonic chegou oficialmente ao mercado nacional com modificações profundas para resolver uma das principais reclamações dos proprietários de Onix e Onix Plus: a baixa altura em relação ao solo
e a constante dificuldade para enfrentar obstáculos urbanos. Embora o utilitário esportivo compartilhe a mesma plataforma estrutural e o mesmo conjunto mecânico com a família de compactos, a engenharia da fabricante promoveu mudanças severas na arquitetura do veículo para evitar que a parte inferior do para-choque raspe nas irregularidades das ruas brasileiras. De acordo com as informações apuradas pelo Jornal do Carro do Estadão, a montadora norte-americana redesenhou a parte inferior do carro e ampliou significativamente o vão livre em relação ao chão, provando que o modelo entrega mais do que uma simples roupagem de SUV.
Para eliminar de vez os impactos contra o asfalto, a Chevrolet aumentou a distância livre do solo do Sonic para expressivos 20 centímetros, superando com folga os 15,7 centímetros aferidos na linha Onix. Complementando a melhoria urbana, o novo utilitário esportivo recebeu um ângulo de entrada ligeiramente maior, subindo para 18 graus contra os 17 graus medidos no modelo de origem, variação que se mostra suficiente para evitar danos na peça frontal ao sair de rampas ou garagens íngremes. Por outro lado, o ângulo de saída traseiro permaneceu idêntico em ambos os veículos da marca, ficando fixado em 27 graus.
A grande transformação estrutural e o maior diferencial do projeto estão concentrados no sistema de suspensão, que estreou um conjunto inédito de amortecedores batizados comercialmente de Multi-Tunable Valve, que significa amortecedores com válvula variável. Os novos componentes foram calibrados para se adaptar com precisão às imperfeições dos pavimentos e transferir muito menos vibração para a cabine, absorvendo os impactos severos e eliminando as famosas batidas secas ao transpor lombadas. Essa nova calibração focada em conforto cobra o seu preço na dinâmica veicular, resultando em uma direção menos afiada e com respostas menos ágeis e comunicativas ao condutor quando comparada com a precisão mecânica do hatch.
Para o consumidor que busca um visual fora de estrada mantendo o formato clássico do hatch, a fabricante decidiu trazer de volta a versão Activ na linha 2027 (2027), configuração que traz roupagem aventureira marcante e entrega números de transposição ainda mais amplos que os do próprio Sonic, registrando 19,7 graus de ângulo de entrada e 28,1 graus na saída. Contudo, independentemente da carroceria ou versão escolhida na concessionária, o motorista brasileiro não conseguirá escapar da polêmica correia dentada banhada a óleo. Isso ocorre porque tanto o novo SUV quanto a família Onix continuam utilizando os conhecidos motores de três cilindros da marca que necessitam desse tipo específico de tecnologia de lubrificação interna.













