O ministro da Fazenda, Dario Durigan, chamou o presidente da Argentina, Javier Milei, de "palhaço". O comentário veio após as declarações do líder argentino no lançamento da candidatura do senador Flávio
Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Em entrevista à Rádio Jornal, Durigan afirmou: "O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta".
No sábado (25) em um discurso inflamado de quase meia hora, Milei criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as suas políticas sociais. Além disso, referiu-se ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, como 'lixo careca' devido às restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
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Ministro chama Milei de 'palhaço'
Após a declaração, Durigan falou à GloboNews sobre sua fala e deixou claro que ela não representa uma posição do governo - mas sua visão sobre o mandatário argentino. "Não tem o menor cabimento um presidente de outro país vir aqui, sem comunicação oficial, xingar as autoridades, criticar a política econômica, fazendo dancinha. Não dava pra não responder", afirmou Durigan.
Além de rebater Milei, durante a entrevista, o ministro afirmou que parte das avaliações mais pessimistas sobre a economia brasileira tem sido utilizada no debate político. "Em 2022 diziam que o Brasil ia virar a Venezuela, que o risco Brasil ia explodir e que o dólar ia disparar. Hoje o dólar está mais baixo, o risco Brasil está em uma das mínimas históricas e a situação do emprego e da inflação é muito melhor. Estão usando esse discurso de forma eleitoral".
No entanto, o ministro reconhece que o País ainda enfrenta desafios, especialmente em relação aos juros elevados e ao nível de endividamento público. Porém, deixou claro que o principal problema da economia brasileira atualmente não é um desequilíbrio das contas públicas. "O que é verdade é que os juros do País seguem altos e o endividamento segue alto. Temos essa milha final para cumprir, que é reduzir os gastos obrigatórios, consolidar a trajetória fiscal e criar condições para que o Banco Central possa trabalhar com juros menores", concluiu.
Por fim, ele avaliou, ainda, que para reduzir os juros brasileiros, é preciso diminuir os gastos obrigatórios, manter a regra para as contas públicas vigente (o chamado "arcabouço fiscal"), ou até mesmo "endurecer um pouco mais" a norma, além de modernizar o Estado.
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