O mercado automotivo registrou uma queda expressiva de 25,6% no número de carros emplacados em maio de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados oficiais divulgados
pela Associação de Concessionárias de Veículos Automotores da República Argentina, a ACARA, o total de licenciamentos no mês somou 41.921 unidades, contra 56.319 registros contabilizados em maio de 2025. A retração também é evidente no confronto com o mês imediatamente anterior, apresentando um recuo de 12,2% em relação a abril, quando 47.730 automóveis foram vendidos. No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, o setor soma 247.187 unidades comercializadas, o que representa uma baixa consolidada de 9,7% frente ao mesmo intervalo do ano passado.
Diante do cenário de forte desaceleração anual sobre os carros, o presidente da entidade, Sebastián Beato, alertou que os consumidores estão muito mais cautelosos e exigentes antes de fechar qualquer negócio nas agências. O executivo apontou problemas estruturais graves que continuam sufocando o segmento de transporte e destacou os principais desafios macroeconômicos enfrentados pela rede de distribuição de automóveis. Entre as barreiras apontadas, estão a pesada carga tributária cobrada pelo governo local, as taxas cobradas pelos bancos para a liberação de crédito e as tarifas bancárias operacionais de transação.
Em seu pronunciamento oficial, Beato explicou os fatores que afetam diretamente o poder de compra do público: "O mercado automotivo continuou sua clara desaceleração anual em maio. A demanda permanece cautelosa e altamente seletiva na hora de finalizar as transações. A composição do mercado mudou com a chegada de novas marcas e modelos que agora atraem a atenção do público e geraram uma oferta muito ampla e competitiva. Outras questões-chave, que continuaremos a abordar, são a carga tributária, que permanece acima de 50% do custo de um veículo, as taxas de financiamento, que precisamos continuar reduzindo, e as tarifas bancárias, que impactam significativamente as transações. Esses aspectos se tornam vitais em um momento de vendas menores e maior concorrência, quando manter nossas operações se torna mais difícil. Nesse cenário, as concessionárias continuam a desempenhar um papel central na manutenção dos níveis de atividade, apoiando os clientes com promoções, opções de financiamento, previsibilidade e confiança em suas decisões de compra, porque hoje os consumidores estão analisando quem está por trás de cada marca, quem a importa e quem será o responsável."
O dirigente máximo da associação empresarial também reforçou a importância do suporte prestado aos compradores pelas lojas autorizadas: "Em caso de problemas pós-venda, nossa confiança também está em jogo, e isso abre uma oportunidade para a rede de vendas. Gostaria de enfatizar que as pessoas devem aproveitar este momento, pois encontrarão promoções e incentivos muito convenientes nas concessionárias oficiais".
Apesar do recuo generalizado nas vendas internas dos carros, a picape Toyota Hilux manteve sua liderança isolada de mercado no ranking mensal ao registrar 2.309 emplacamentos em maio. O modelo utilitário foi seguido de perto pela concorrente Ford Ranger com 1.672 unidades e pelo sedã Fiat Cronos com 1.627 licenciamentos na terceira posição. Completam a lista dos dez primeiros colocados do mês o Ford Territory, o Peugeot 208, a Volkswagen Amarok, o Chevrolet Onix, o Toyota Yaris Cross, o Chevrolet Tracker e o compacto Volkswagen Tera. No balanço acumulado de janeiro a maio, a Hilux também lidera com folga ao atingir 12.500 unidades, seguida pelo Peugeot 208 com 10.324 e pelo Fiat Cronos com 10.101 veículos.
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