A segurança automotiva é uma preocupação constante para os motoristas que circulam pelas ruas da região metropolitana de São Paulo. Proprietários de veículos de passeio precisam ficar atentos às estatísticas
mais recentes divulgadas pelos órgãos oficiais e especialistas do setor de seguros. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em parceria com a seguradora Ituran, trazem um panorama detalhado sobre a criminalidade e apontam que os carros mais antigos, com ao menos cinco anos de fabricação, lideram de forma isolada as estatísticas e estão entre os principais alvos das quadrilhas especializadas na região.
No primeiro trimestre de 2026, os modelos compactos continuam dominando as ocorrências de subtração de patrimônio. Veículos bastante populares nas ruas brasileiras ocupam as primeiras posições do ranking de mais roubados ou furtados na Grande São Paulo. Essa preferência dos criminosos por modelos de grande circulação está diretamente ligada ao mercado ilegal de reposição de peças, alimentado pelo desmanche clandestino de automóveis que possuem alta demanda de componentes mecânicos e de lataria no comércio informal.
Carros compactos lideram ranking de ocorrências
O topo da lista de vulnerabilidade é ocupado por três modelos muito vendidos no país. O Hyundai HB20 aparece na primeira colocação com 498 casos registrados, seguido de perto pelo Ford Ka, que acumula 491 ocorrências, e pelo Chevrolet Onix, com 471 registros. O aspecto que chama a atenção dos especialistas de segurança pública é que o ranking dos 10 primeiros colocados é composto quase na totalidade por veículos hatchbacks compactos. A presença marcante desses automóveis reforça a tese de que o volume de frota circulante dita o ritmo das ações criminosas na capital e nos municípios vizinhos.
Muitos dos veículos presentes nessa seleção de risco já deixaram de ser fabricados pelas montadoras no Brasil há algum tempo, tornando a busca por peças legítimas um desafio e impulsionando a procura no mercado paralelo. Exemplos notáveis dessa situação são o Ford Ka, o Fiat Uno e o Chevrolet Corsa. O levantamento também inclui carros modernos e funcionais que ainda estão em plena produção, como o Fiat Mobi, o Renault Kwid e o Fiat Argo. O único utilitário esportivo a figurar entre os mais visados é o Jeep Renegade, posicionado no décimo lugar.
Confira a lista completa baseada nos registros oficiais do período:
- 1º Hyundai HB20 – 498
- 2º Ford Ka – 491
- 3º Chevrolet Onix – 471
- 4º Fiat Uno – 373
- 5º Volkswagen Gol – 369
- 6º Chevrolet Corsa – 336
- 7º Fiat Mobi – 301
- 8º Renault Kwid – 300
- 9º Fiat Argo – 294
- 10º Jeep Renegade – 265
Idade da frota influencia a escolha dos criminosos
A análise estatística aprofundada revela dados surpreendentes sobre o perfil dos automóveis que são subtraídos pelos criminosos. Ao todo, foram registradas 10.611 ocorrências entre roubos e furtos na região avaliada. Desse montante expressivo, a expressiva maioria de 8.120 unidades possui cinco anos ou mais de rodagem. O dado fica ainda mais alarmante quando constatamos que 4.222 desses carros ultrapassam uma década de fabricação, enquanto a parcela correspondente a carros novos, com até dois anos de uso, representa somente 592 casos das notificações gerais.
Essa amostragem contemporânea, que investiga detalhadamente os crimes em toda a extensão da Grande São Paulo, engloba um total de 39 municípios integrados. A abrangência geográfica do estudo inclui polos populosos e de grande atividade econômica, como as cidades de Guarulhos, Osasco e a importante região do ABC paulista. Os resultados indicam uma clara tendência de continuidade nos padrões criminosos, demonstrando que os alvos prediletos das quadrilhas permanecem praticamente inalterados em relação aos períodos anteriores de monitoramento naquelas localidades.
Padrões de comportamento e horários de maior risco
As informações históricas coletadas no decorrer do ano de 2025 já indicavam uma tendência consolidada, apontando o HB20, o Ka e o Onix nas mesmas posições de destaque negativo no mapeamento da criminalidade. Quando avaliamos a listagem anual consolidada daquele ano, as únicas novidades que não constavam no grupo principal eram o Kwid e o Renegade, que nos doze meses anteriores davam lugar para os modelos Volkswagen Fox e Fiat Strada na tabela dos mais visados. Essa constância ajuda as forças policiais a traçarem estratégias de patrulhamento mais eficientes.
O novo estudo indica também que as abordagens e os furtos ocorrem de forma predominante durante o período noturno, registrando picos expressivos de atividade especificamente nas terças e quartas. Em contrapartida, durante os finais de semana, os índices de incidentes sofrem uma redução bastante sensível na região metropolitana. Automóveis mantidos estacionados em vias públicas, desprovidos de dispositivos extras de segurança ou vigilância ativa por longos intervalos de tempo, são os que apresentam maior vulnerabilidade para a atuação dos criminosos.











