O mercado de consumo brasileiro atravessa uma transformação que aponta um aumento da procura de um estilo de vida mais ativo e equilibrado.
Dados recentes
da Scanntech mostram que, entre 2022 e 2025, saúde, funcionalidade e bem-estar passaram a pesar mais na decisão de compra do que o preço em diversas categorias.
A indústria alimentícia e o food service estão entre os setores mais influenciados por essa mudança de comportamento. No período, o consumo de açúcar caiu 14,2%, cerveja recuou 6,8% e hambúrgueres tiveram queda de 11,2%.
Em contrapartida, itens ligados à saúde e performance se destacaram, sendo que a água in natura cresceu 59,6%, enquanto frutas registraram alta de 33,9%, ovos de 24,3% e frango de 15,4%.
Para Rodrigo Sangion, fundador da pioneira academia de luxo Les Cinq Gym e preparador físico, o mercado enfrenta um novo padrão cultural profundo.
“O brasileiro passou a investir mais em saúde, disposição e performance. Produtos funcionais deixaram de ser tendência para virar expectativa do consumidor. Marcas que permanecerem presas apenas à lógica de preço tendem a perder relevância”, comenta.
Dados do relatório anual do Strava apontam que jovens entre 15 e 30 anos lideraram os investimentos em esporte e bem-estar no último ano, e 30% querem aumentar esses gastos em 2026.
Ainda de acordo com este levantamento, 68% dos jovens brasileiros preferem investir em itens esportivos, saúde e tecnologia de treino.
Nesse sentido, academias, clubes de corridas e experiências ligadas ao bem-estar estão ganhando cada vez mais popularidade, ocupando o espaço antes dominado por bares e programas tradicionais.
O contexto pressiona empresas de diferentes segmentos a rever portfólio, comunicação e posicionamento diante de um consumidor cada vez mais focado em qualidade de vida, equilíbrio, desempenho e longevidade.
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