Durante o processo de emagrecimento, a perda de gordura deixa a pele menos firme, principalmente nos braços, abdômen e coxas. E será que a prática de atividade
física ajuda a combater a flacidez?
A prática de atividades físicas ajuda a combater a flacidez, especialmente a musculação. Ela pode ter um papel importante nesse processo. Isso porque o fortalecimento muscular ajuda a aumentar o volume e a sustentação da musculatura, o que pode melhorar visualmente a firmeza do corpo.
Pesquisas publicadas no Journal of Strength and Conditioning Research indicam que o treinamento de força contribui para o aumento da massa muscular e melhora da composição corporal, fatores que podem ajudar a reduzir a aparência de flacidez após a perda de peso.
Além disso, um estudo publicado na revista Scientific Reports mostrou que tanto exercícios aeróbicos quanto musculação melhoraram características relacionadas ao envelhecimento da pele, mas o treinamento resistido apresentou efeitos específicos no aumento da espessura da derme, camada responsável por parte da sustentação da pele.
Ou seja, o estudo revelou que a musculação ajuda tanto no combate à flacidez, como também na qualidade estrutural da pele.
Diferença entre flacidez muscular e flacidez da pele
Nem toda flacidez tem a mesma origem. Em muitos casos, ela pode estar relacionada à perda de massa muscular, mas também pode ocorrer devido à diminuição da elasticidade da pele após o emagrecimento.
De acordo com Thiago Martins, biomédico e mestre em Medicina Estética, a musculação pode auxiliar principalmente no tratamento da flacidez muscular, pois tonifica e fortalece a musculatura. Isso pode trazer um efeito indireto sobre a flacidez da pele, mas o impacto costuma ser limitado nesse aspecto.
Em casos leves ou moderados, a prática pode oferecer algum suporte, mas sozinha não é capaz de tratar completamente o quadro.
O que os estudos indicam
A literatura científica mostra que o treinamento de força é uma das estratégias mais importantes para preservar massa muscular durante o emagrecimento.
Uma revisão publicada no Sports Medicine aponta que a musculação ajuda a manter e aumentar a massa magra, fator fundamental para melhorar a aparência corporal após a perda de peso.
Além disso, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) destacam que o fortalecimento muscular pode contribuir para a sustentação dos tecidos e melhorar o contorno corporal ao longo do tempo.
Resultados dependem de vários fatores
Apesar dos benefícios do exercício, a flacidez da pele também depende de fatores como idade, genética, velocidade do emagrecimento e qualidade da pele.
Por isso, em alguns casos, tratamentos dermatológicos ou estéticos podem ser indicados para complementar os resultados obtidos com o treino.
Ainda assim, a musculação continua sendo uma das estratégias mais importantes para melhorar a composição corporal e dar mais firmeza ao corpo após o emagrecimento.
Entenda a diferença entre emagrecer e perder peso: impacto no corpo e na saúde
Você sabia que perder peso rápido demais, você também está perdendo massa muscular?
Esse é um dos grandes erros de olhar apenas para a balança. O número pode cair, mas isso não significa necessariamente que o corpo está melhor.
Além disso, a idade também interfere no processo. Depois dos 30 anos, a preservação muscular se torna ainda mais importante, porque o organismo já tende naturalmente a perder massa magra com o passar do tempo.
Quando esse processo é acelerado por um emagrecimento mal conduzido, o paciente pode perder força, sustentação, disposição, qualidade corporal e proteção para as articulações.
Segundo o Dr. Fábio Urquiza, ortopedista da clínica Skinstitute, emagrecer bem exige uma visão mais ampla do corpo. “O objetivo não pode ser apenas reduzir peso. O paciente precisa perder gordura, preservar músculo e manter um corpo funcional”, explica.
Você pode perder peso, mas é preciso cuidado
A massa muscular tem um papel muito maior do que a maioria das pessoas imagina. Ela participa do gasto energético, da força, da postura, da estabilidade articular e da autonomia ao longo da vida.
Por isso, quando o paciente emagrece perdendo músculo em excesso, o resultado pode ser enganoso. A balança melhora, mas o corpo pode ficar mais fraco, mais flácido, menos ativo e com pior capacidade de sustentar o próprio movimento.
Para um ortopedista, esse ponto é central. Músculo não é apenas estética. É estrutura. É proteção articular. É independência física.
“Quando o paciente perde massa muscular junto com gordura, ele pode piorar justamente aspectos que deveriam melhorar com o tratamento, como disposição, dor, firmeza corporal e capacidade de se movimentar bem”, afirma Dr. Fábio.
Não evite acompanhamento no processo
O emagrecimento bem conduzido não depende apenas de prescrever uma medicação. Ele exige estratégia nutricional, controle de proteína, estímulo muscular, avaliação da composição corporal e ajustes ao longo do processo.
Na Skinstitute, o acompanhamento inclui plano alimentar personalizado, metas de calorias e proteína, orientação de treino, bioimpedância seriada, ajustes frequentes e, quando indicado, uso de medicações em doses individualizadas.
Essa proximidade permite identificar precocemente quando o paciente está perdendo massa magra demais, treinando pouco, comendo pouca proteína ou tendo uma resposta abaixo do esperado.
“Não adianta descobrir depois de meses que o paciente perdeu peso, mas perdeu músculo demais no caminho. Esse controle precisa acontecer durante o processo”, reforça.
Flacidez não deve ser tratada só depois
Outro ponto importante é que o emagrecimento também muda a pele e o contorno corporal. Quando há perda de gordura, especialmente em maior volume ou em menor tempo, pode haver piora da flacidez, alteração da firmeza da pele e perda de definição corporal.
Por isso, o cuidado não deve começar apenas depois que o paciente emagreceu. A estratégia já precisa considerar, desde o início, como reduzir os efeitos negativos da perda de peso na qualidade da pele e na composição corporal.
Na Skinstitute, o fato de o tratamento acontecer dentro de uma clínica que também conta com dermatologia permite uma abordagem mais completa. Enquanto o acompanhamento conduz a perda de gordura e a preservação muscular, os recursos dermatológicos e tecnologias corporais podem ser associados para melhorar a firmeza da pele e o contorno corporal.
Entre as tecnologias utilizadas estão a radiofrequência NuEra, voltada para qualidade da pele e flacidez, e o campo eletromagnético de alta intensidade, usado como recurso complementar de estímulo muscular.
Ortopedia, emagrecimento e dermatologia: a união perfeita
O paciente não vive o emagrecimento em partes separadas. A perda de peso muda o metabolismo, a força, a pele, a postura, a dor articular, a autoestima e a forma como o corpo responde ao treino.
Por isso, a combinação entre ortopedia, emagrecimento e dermatologia cria uma vantagem importante. O tratamento não olha apenas para quantos quilos foram perdidos, mas para o que foi perdido, o que foi preservado e como o corpo está respondendo.
Essa visão é especialmente relevante para quem quer emagrecer sem perder vitalidade, sem piorar a flacidez e sem comprometer a massa muscular.
“Emagrecer bem é diferente de simplesmente pesar menos. O resultado precisa aparecer na balança, mas também na força, na disposição, na qualidade da pele, na dor e na capacidade de manter uma vida ativa”, conclui Dr. Fábio.
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