Com a chegada das temperaturas mais baixas, sair cedo da cama ou deixar o conforto de casa depois do trabalho passa a exigir um esforço extra.
E essa mudança
de comportamento não fica apenas na sensação: durante o inverno, muitas academias registram queda na frequência dos alunos e aumento nas pausas dos treinos.
Segundo especialistas, a redução da disposição física e mental durante os dias frios tem relação direta com fatores fisiológicos e comportamentais. Menor exposição ao sol, mudanças no humor, sensação de cansaço e até alterações na alimentação contribuem para o desânimo típico da estação.
Esse comportamento é embasado em estudos científicos.Uma revisão publicada no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity, que analisou mais de 118 mil participantes em 30 países, identificou que os níveis de atividade física moderada e intensa tendem a ser maiores no verão e significativamente menores durante o inverno, enquanto o comportamento sedentário aumenta nos períodos mais frios.
De acordo com o preparador físico Leandro Twin, o maior erro é enxergar o inverno como uma pausa temporária da rotina saudável.
“Muitas pessoas entram na lógica de que vão retomar os treinos apenas mais perto do verão, mas condicionamento físico e composição corporal são construídos com consistência. Quando existe uma interrupção longa, o retorno costuma ser mais difícil física e mentalmente”, explica.
O especialista destaca que “no frio, nós ficamos mais preguiçosos e, com isso, gastamos menos calorias, então, o ideal é manter a regularidade no inverno ajuda não apenas nos objetivos estéticos, mas também na disposição, qualidade do sono, saúde mental e manutenção da massa muscular”.
Alimentação também muda
Outro comportamento bastante comum durante o inverno é a mudança nos hábitos alimentares. A busca por refeições mais calóricas e o aumento do consumo de doces e alimentos ultraprocessados tendem a crescer nos dias frios, principalmente como forma de conforto emocional.
Segundo a nutricionista Marcela Mendes, isso acontece porque o organismo demanda mais energia para manter a temperatura corporal. “É natural sentir mais fome no inverno, mas isso não significa abandonar o equilíbrio alimentar. O ideal é apostar em refeições que trazem saciedade e conforto, sem excessos”, afirma.
A especialista recomenda priorizar preparações quentes e nutritivas, como sopas, caldos com proteínas, legumes e carboidratos integrais, além de manter a hidratação mesmo nos dias frios. “Muitas pessoas diminuem o consumo de água durante o inverno, e isso impacta diretamente energia, recuperação muscular e até a percepção de fome”, alerta.
3 estratégias para não abandonar os treinos no inverno
Vá direto para a academia após os compromissos
Passar em casa antes do treino pode aumentar a chance de desistir nos dias frios.
Levar a roupa de treino na bolsa e encaixar a academia no caminho entre trabalho, estudos ou outros compromissos ajuda a reduzir a procrastinação.
Aproveite horários mais flexíveis
No inverno, adaptar a rotina pode fazer diferença.
Trocar treinos muito cedo por horários mais confortáveis, como no almoço ou à noite, pode ajudar a manter a constância sem transformar a atividade em um desgaste extra.
Academias com grade ampla de aulas ao longo do dia e acesso a diferentes unidades, dependendo do plano, também ajudam quem precisa encaixar os treinos na rotina de forma mais prática.
Transforme o treino em um compromisso social
Marcar treinos com amigos ou combinar aulas em grupo pode ajudar na motivação durante os dias frios.
Quando a atividade vira também um momento de encontro e convivência, as chances de faltar tendem a diminuir.
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