A decisão de adotar uma alimentação baseada em vegetais cresce no mundo todo. Seja por saúde, sustentabilidade ou bem-estar animal, muitas pessoas têm buscado reduzir o consumo de carne. No entanto, o relato recente de Gisele Bündchen trouxe um novo olhar para os cuidados necessários em dietas restritivas. Recentemente, a modelo contou que deixou o veganismo após enfrentar episódios de anemia persistente, mesmo mantendo uma alimentação rica em vegetais, sementes e suplementação. Além disso, ela revelou que sofria com gases e inchaço frequentes.
“Fui vegana e/ou vegetariana por alguns anos. Os animais sempre foram uma parte importante da minha vida. Minhas galinhas e meus cachorros, gatos e cavalos são parte da família. Antes de me tornar modelo, cogitei ser veterinária, logo, alinhar essa paixão com a escolha consciente do que consumo (ou não) faz muito sentido para mim”, escreveu Gisele.
Veganismo pode aumentar o risco de anemia? Entenda o que aconteceu com Gisele Bündchen - Crédito: FreePik[/caption] Por isso, médicos e nutricionistas recomendam consumir vitamina C junto às refeições. Frutas cítricas, acerola, kiwi e morango, por exemplo, favorecem a absorção do ferro e ajudam a prevenir a anemia. Além da alimentação, o acompanhamento profissional faz diferença. Cansaço excessivo, queda de cabelo, unhas frágeis, falta de concentração e palidez podem indicar deficiência nutricional e merecem avaliação médica.
O relato aparece no livro Nutrir: receitas simples para corpo e alma e reacendeu dúvidas sobre os impactos do veganismo na saúde.Ver essa foto no Instagrampost compartilhado por Gisele Bündchen (@gisele)
Veganismo exige atenção ao consumo de ferro
Segundo Carlos Alberto Reyes Medina, diretor médico da Carnot Laboratórios, dietas vegetarianas e veganas podem, sim, ser saudáveis. Entretanto, elas exigem planejamento nutricional cuidadoso, principalmente em relação ao ferro. “O ferro presente em vegetais existe, mas sua absorção costuma ser menor quando comparada ao ferro heme, encontrado em carnes e vísceras. Isso significa que pessoas vegetarianas e veganas precisam ter um olhar ainda mais atento para a composição da dieta e para possíveis sinais de deficiência”, explica. Mulheres em idade fértil, gestantes e pessoas com alimentação restritiva apresentam risco maior de desenvolver anemia. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a condição afeta cerca de 1,62 bilhão de pessoas no mundo. Apesar disso, especialistas reforçam que o veganismo não deve ser vilanizado. Quando bem estruturada, a dieta pode oferecer benefícios importantes para a saúde cardiovascular e metabólica.Como evitar deficiência de ferro em dietas vegetais
Quem segue alimentação vegetariana ou vegana precisa investir em combinações inteligentes no prato. Feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, sementes e vegetais verde-escuros ajudam no aporte de ferro. Ainda assim, alguns compostos presentes em cereais integrais, café e chá podem dificultar a absorção do mineral. [caption id="attachment_329911" align="alignnone" width="1280"]
Veganismo pode aumentar o risco de anemia? Entenda o que aconteceu com Gisele Bündchen - Crédito: FreePik[/caption] Por isso, médicos e nutricionistas recomendam consumir vitamina C junto às refeições. Frutas cítricas, acerola, kiwi e morango, por exemplo, favorecem a absorção do ferro e ajudam a prevenir a anemia. Além da alimentação, o acompanhamento profissional faz diferença. Cansaço excessivo, queda de cabelo, unhas frágeis, falta de concentração e palidez podem indicar deficiência nutricional e merecem avaliação médica.












