Muita gente ainda acredita que os cortes bovinos mais caros são sempre os melhores na cozinha. Mas, quando o assunto é carne de panela, a lógica costuma ser outra. Cortes mais fibrosos e ricos em colágeno podem entregar pratos muito mais saborosos, principalmente em preparos longos e feitos na panela de pressão. Segundo o professor de gastronomia do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp), Vitor Skif, a explicação está na anatomia do boi. Os cortes da parte dianteira do animal trabalham mais durante a vida e, por isso, possuem fibras mais resistentes e maior presença de tecido conjuntivo. Já os cortes traseiros tendem a ser naturalmente mais macios.
Por isso, o corte muda completamente a forma de cozinhar. Enquanto peças macias funcionam melhor em grelhados rápidos, os cortes mais rígidos mostram todo o potencial em receitas demoradas, como ensopados, guisados e a clássica carne de panela. O cozimento lento dissolve o colágeno, deixa a textura macia e intensifica o sabor do prato.
Quais são os melhores cortes para carne de panela? - Crédito: FreePik[/caption] De acordo com Vitor, a ideia de “carne de primeira” e “carne de segunda” está muito mais ligada ao hábito cultural do que à qualidade real do produto. Em países como a Itália, por exemplo, cortes ricos em colágeno, como ossobuco, aparecem entre os mais valorizados da gastronomia justamente pela profundidade de sabor. No Brasil, a preferência histórica pelos churrascos e grelhados ajudou a popularizar cortes macios, como picanha e filé mignon. Ainda assim, receitas de cozimento lento seguem conquistando espaço nas cozinhas brasileiras, especialmente pela praticidade da panela de pressão e pelo resultado cheio de sabor.
Carne de panela fica melhor com cortes ricos em colágeno
Entre os cortes mais indicados para receitas na panela de pressão estão:- Acém;
- Músculo;
- Costela;
- Peito;
- Cupim;
- Paleta;
- Rabo;
- Ossobuco (quando cortado com osso);
- Lagarto.
Quais são os melhores cortes para carne de panela? - Crédito: FreePik[/caption] De acordo com Vitor, a ideia de “carne de primeira” e “carne de segunda” está muito mais ligada ao hábito cultural do que à qualidade real do produto. Em países como a Itália, por exemplo, cortes ricos em colágeno, como ossobuco, aparecem entre os mais valorizados da gastronomia justamente pela profundidade de sabor. No Brasil, a preferência histórica pelos churrascos e grelhados ajudou a popularizar cortes macios, como picanha e filé mignon. Ainda assim, receitas de cozimento lento seguem conquistando espaço nas cozinhas brasileiras, especialmente pela praticidade da panela de pressão e pelo resultado cheio de sabor.











