Leandra Leal usou as redes sociais na noite de quarta-feira (13) para criticar a divulgação de informações falsas em programas de debate na TV. A reação
da atriz veio depois da participação de Juliano Cazarré no GloboNews Debate, exibido na terça (12), quando o ator repetiu uma informação incorreta sobre mortes de homens e mulheres no Brasil e acabou minimizando os dados de feminicídios.
No programa, Cazarré afirmou que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres", tese que foi contestada ao vivo durante a discussão e depois voltou a repercutir nas redes.
Leandra compartilhou uma postagem sobre o assunto no X e escreveu: "Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que dados distorcidos sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real".
Em seguida, a atriz publicou um vídeo em que pediu uma postura mais ativa do Jornalismo diante de fake news ditas ao vivo. "Eu gostaria de pedir um comportamento do Jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate", afirmou.
Na mesma fala, a atriz de Coração Acelerado defendeu checagem de fatos em tempo real para impedir que dados falsos ganhem aparência de verdade depois de viralizar na internet.
Os dados oficiais e levantamentos recentes sobre violência contra a mulher no Brasil vão na direção oposta à frase repetida por Cazarré. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, e 97,3% dos casos com autoria conhecida foram cometidos por homens.
O mesmo levantamento informa que 59,4% das vítimas foram mortas por parceiro íntimo e 21,3% por ex-parceiro íntimo. Já o Ipea informou que o número de homicídios femininos no Brasil cresceu 2,5% entre 2022 e 2023.












