Deolane Bezerra foi presa novamente na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo, em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil
que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A influenciadora, advogada e empresária é um dos alvos da Operação Vérnix, que também mira parentes e pessoas ligadas a Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção.
Deolane ganhou projeção nacional em 2021, após a morte do marido, MC Kevin (1998-2021). O funkeiro morreu em 16 de maio daquele ano, aos 23 anos, depois de cair da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A perícia concluiu que a morte foi acidental e não encontrou sinais de agressão ou luta corporal no quarto.
Depois do episódio, Deolane ampliou fortemente sua presença pública, passou a acumular milhões de seguidores e transformou as redes sociais em vitrine de negócios, publicidade e exposição de uma rotina marcada por luxo.
Hoje, ela soma cerca de 21 milhões de seguidores no Instagram e construiu uma imagem ligada a mansões, carros de luxo, viagens e publicidade digital. Esse padrão de vida já havia chamado a atenção das autoridades em 2024, quando Deolane foi presa pela primeira vez durante a Operação Integration, em Pernambuco.
Na época, a investigação apurava suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada a jogos ilegais e casas de apostas. Segundo a polícia pernambucana, ela teria investido cerca de R$ 65 milhões em imóveis de luxo em três anos. Depois de 20 dias presa, conseguiu habeas corpus e passou a responder em liberdade, com medidas cautelares.
A investigação da Operação Integration, porém, mudou de rumo neste ano. Em fevereiro, a Justiça Federal em Pernambuco anulou atos da apuração conduzida pela Justiça estadual e determinou que a Polícia Federal assumisse o caso, por entender que havia indícios de crimes de competência federal, como evasão de divisas e crimes contra o sistema financeiro.
Deolane é presa novamente
A nova prisão é de outro caso. Agora, o foco está em uma suposta engrenagem de lavagem de dinheiro da cúpula do PCC. Na operação, também foram presos Everton de Souza, conhecido como Player e apontado como operador financeiro do grupo, além de outros alvos ligados à família de Marcola.
Há ainda ordens de busca e apreensão em endereços vinculados a Deolane, inclusive na casa dela, em Barueri (SP), e bloqueios financeiros que, somados, chegam a R$ 357,5 milhões, além do bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões.
Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália, e retornou ao Brasil na quarta-feira (20), um dia antes da prisão. O nome dela chegou a constar em alerta internacional, segundo os relatos da operação.











