O clima de tensão nos bastidores do Santos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (6). Após acusar Neymar de agressão durante um treinamento no CT
Rei Pelé, Robinho Jr. decidiu voltar atrás e retirar a notificação extrajudicial enviada ao clube no início da semana.
A informação foi comunicada oficialmente ao Santos pelo advogado Anderson Luna. O jovem atacante, filho do ex-jogador Robinho, já havia sinalizado a desistência de seguir adiante com o caso após a partida contra o Recoleta, no Paraguai, pela Copa Sul-Americana.
Na segunda-feira (4), representantes de Robinho Jr. haviam acionado o Santos cobrando providências sobre o episódio envolvendo Neymar. Na notificação, o atacante acusava o camisa 10 de ter feito ofensas verbais, aplicado uma rasteira e dado um tapa em seu rosto durante o treino do último domingo (3).
O documento ainda solicitava uma reunião para discutir até mesmo uma possível rescisão contratual por "ausência de condições mínimas de segurança" no clube.
Segundo o presidente santista, Marcelo Teixeira, o recuo do jogador já havia acontecido nos bastidores desde segunda, mas o departamento jurídico aguardava a formalização para encerrar a sindicância aberta para investigar o caso. O clube também não conseguiu localizar imagens da confusão.
Após o empate do Santos diante do Recoleta, Neymar falou publicamente sobre o episódio e admitiu que perdeu o controle durante a atividade. "São coisas do futebol. Primeiramente, era pra ter sido resolvido entre nós. Foi um desentendimento que tivemos no treinamento. Foi uma reação que eu tive e acabei me excedendo um pouco. Mas logo após o corrido foi pedido desculpa, a gente conversou no vestiário e se entendeu ali", declarou o jogador à ESPN.
O craque ainda reforçou o carinho que sente pelo jovem atacante e lamentou a repercussão do caso. "Essas coisas tinham que ser resolvidas aqui dentro, não dá para ser do jeito que foi. E aí foi para as pessoas que não vivem o dia a dia do futebol e acabam inflamando de um jeito muito ruim. Se querem um pedido de desculpas perante a imprensa, aqui está", afirmou.
Neymar revelou também que ficou surpreso com a notificação extrajudicial, já que acreditava que o problema havia sido encerrado ainda no domingo, após uma conversa no vestiário e um pedido de desculpas diante do elenco.
Pouco depois da fala do camisa 10, Robinho Jr. também comentou o assunto e confirmou que aceitou o pedido. "Vou dizer que foi uma situação que fiquei chateado por ser meu ídolo, amo muito desde pequeno. Ele me deu um presente aos oito anos, uma camisa, e eu chorei. Foi um erro, assumiu o erro dele, fui homem para chegar nele e conversar. Está tudo certo", disse.
O jogador de 18 anos ainda admitiu arrependimento pela proporção que a situação tomou. "Ali foi um momento muito mais de raiva meu com meus empresários do que algo que eu quisesse que tivesse tomado essa proporção. Foi muito mais um sentimento do que um pensamento", declarou.
A confusão entre Neymar e Robinho Jr. aconteceu durante um treino entre reservas no CT Rei Pelé, um dia após o empate do Santos com o Palmeiras. Segundo relatos, Neymar teria se irritado após ser driblado pelo jovem, iniciando uma discussão que terminou em empurra-empurra, rasteira e um tapa no rosto do garoto. O episódio levou o estafe de Robinho Jr. a cobrar providências formais do clube antes da reconciliação entre os jogadores.












