A influenciadora Virginia Fonseca é investigada pela Polícia Federal devido a movimentações consideradas atípicas por instituições financeiras. Horas antes
de a notícia vir a público, revelada pela revista Piauí nesta terça (2), a empresária falou sobre questionamentos em torno dos números de suas empresas nas redes sociais.
Nesta segunda-feira (1º), Virginia divulgou um texto para lamentar os xingamentos que recebeu no Maracanã durante o amistoso da Seleção Brasileira. Ao fazer um balanço das críticas, ela mencionou a auditoria de suas empresas.
"Nos relacionamentos, fui julgada. Na maternidade, fui julgada. Quando construí empresas do zero, fui julgada. Me lembro de quando diziam que não duraria um ano. Depois que era barato demais. Depois que era sorte. E quando já não existia mais o que dizer, começaram a questionar os métodos, os números e os resultados. Os números das empresas que construímos com tanto trabalho passaram a ser questionados, mesmo sendo auditados por uma das maiores empresas de auditoria, a BDO", publicou.
A BDO se apresenta como "referência em auditoria" e ganhou mais notoriedade ao ser contratada pelas Lojas Americanas depois da descoberta de um rombo contábil de R$ 20 bilhões.
Segundo a reportagem da Piauí, Virginia passou a ser investigada pela Polícia Federal por conta de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) produzidos pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O órgão quer apurar a legalidade das operações financeiras da influenciadora e de suas empresas.
De março a setembro de 2024, a Talismã Digital, empresa de mídias digitais de Virginia e do ex-marido, Zé Felipe, recebeu R$ 22,5 milhões; R$ 21,4 milhões através de 44 transações em Pix e o restante, de 18 transferências via TED.
O RIF traz uma comunicação do Banco Santander ao Coaf, que apontou uma suspeita em torno da AMP Pay Marketing e Negócios. Embora esteja cadastrada como Simples Nacional, regime tributário para empresas com R$ 4,8 milhões de receita bruta acumulada por ano, a instituição transferiu R$ 17,7 milhões para a Talismã Digital. O valor foi distribuído entre cinco transferências de pix. A defesa de Virginia alega que são valores referentes a "campanhas publicitárias devidamente contratadas".
A Wepink e a Wpink Suplementos Nutricionais também apresentaram movimentações que renderam comunicações ao Coaf. A empresa de cosméticos recebeu recursos de maneira fragmentada –foram R$ 502 mil, em depósitos feitos em caixas eletrônicos de variadas agências bancárias, o que rendeu um alerta do Banco Itaú. O representante diz que tratam-se de receitas de vendas realizadas diariamente nos quiosques da marca.
Já a empresa de produtos fitness somou créditos de R$ 43,6 milhões na conta, gerando uma comunicação do Mercado Pago. Segundo o RIF, o montante não condiz com o faturamento mensal documentado pela firma.
Procurada pelo Notícias da TV, a Polícia Federal informou que “não confirma nem se manifesta sobre eventuais investigações em andamento”. A equipe também entrou em contato com o advogado Felipe dos Santos de Paula, que representa Virginia. Ele não atendeu aos telefonemas e não respondeu mensagens. O espaço segue aberto.











