A Globo vai acompanhar de perto o desempenho da Seleção Brasileira para calibrar a cobertura da Copa do Mundo de 2026. Se o time avançar às fases decisivas,
a emissora poderá ampliar o espaço do Mundial na programação —mesmo sem ter todos os jogos, já que os direitos estão divididos com o SBT e a CazéTV, que exibirá todas as partidas.
De acordo com o colunista Flavio Ricco, do Portal Leo Dias, a quantidade de horas na programação e o número de jogos a serem transmitidos dependem diretamente do Brasil ser bom –ou nem tanto assim– de bola.
Um dos pontos sensíveis é que atual Seleção chega ao torneio como cabeça de chave, mas sem tanta confiança assim: apenas 29% dos brasileiros acreditam no título, de acordo com o DataFolha.
A Globo, de qualquer forma, já abriu o cofre para a Copa do Mundo. A emissora levou até Renata Vasconcellos para os Estados Unidos, um dos palcos do Mundial, de onde a âncora passou a apresentar o Jornal Nacional. A emissora também montou uma das maiores operações entre as TVs internacionais que estarão na América do Norte.
Afinal, a Fifa (Federação Internacional de Futebol) vai levar em conta a cobertura deste mundial para definir a venda dos direitos para a Copa de 2030, que vai ser disputada em Portugal, Espanha e Marrocos.
O futebol hoje é responsável não só por algumas das maiores audiências da TV aberta como também representa a oportunidade de faturar. A Copa é como se a Globo tivesse um segundo Big Brother Brasil, conhecido justamente pelo seu faturamento bilionário e alto interesse no mercado publicitário, no ano.
Até mesmo amistosos da Seleção são capazes de mobilizar o público, a exemplo da partida contra o Egito no sábado (7), que chegou a ter picos de 40 pontos na Grande São Paulo –uma marca cada vez mais difícil para a TV aberta, que sofre com a competição com o streaming e as redes sociais.













