A Copa do Mundo juntou duas mulheres que já dominam a internet brasileira há muito tempo. Anitta, escalada para se apresentar na abertura do torneio em Los
Angeles, e Virginia Fonseca, contratada pela Globo para participar da cobertura do Mundial no Domingão com Huck. As duas aparecem hoje entre as três brasileiras mais seguidas do Instagram, ao lado de Tatá Werneck.
- Entenda a notícia:
Anitta soma cerca de 61,3 milhões de seguidores, Virginia tem 56,2 milhões, e Tatá aparece logo atrás, com 54,7 milhões. A primeira semelhança, portanto, é objetiva: as duas vivem no topo da atenção digital. É o tipo de presença que molda a conversa pública e acaba sendo útil para o assunto do momento.
A segunda coincidência está no fato de que as duas são empresárias de sucesso. Anitta há anos trabalha a própria carreira como estrutura empresarial. Além da música, ela atua como sócia de projetos e consolidou uma operação mais ampla de gestão de imagem e presença internacional, algo visível até no modo como a Copa a encaixou no álbum oficial do torneio.
Virginia seguiu caminho semelhante com sua empresa de cosméticos. A influenciadora comanda a Wepink, marca lançada em 2021, e fez do próprio nome um motor de consumo recorrente. As duas são figuras que aprenderam a se portarem como plataforma de negócios.
A terceira coincidência talvez seja a mais decisiva: as duas transformaram a própria vida em narrativa contínua. Anitta e Virginia vivem num estado de exposição quase permanente em suas redes sociais. É quase como se o seguidor acompanhasse um reality show em tempo real no perfil das artistas.
Rotina, filhos, relacionamentos, viagens, bastidores e decisões profissionais viram episódios dentro da vida de Virginia. Já a cantora opera pela atualização constante, alterna bastidores de carreira, viagens internacionais, posicionamentos, humor e performances pensadas para gerar discussão.
Em graus diferentes, as duas entenderam que a fama não se sustenta só com trabalho artístico ou contrato de TV, mas exige presença contínua, reação rápida e uma intimidade com o público. Em comum, as duas levam para a Copa do Mundo a capacidade de transmitir o assunto através de outros olhos e de uma cobertura mais informal.











