Um dos rostos do Sportv na cobertura da Copa do Mundo 2026, André Rizek está escalado, mais uma vez, para comandar o Seleção Sportv, tradicional programa
de debates na faixa noturna durante o Mundial. Direto dos Estados Unidos, o jornalista estará cercado, em grande maioria, por ex-jogadores.
Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, o apresentador fala das dinâmicas com os atletas que migram para a bancada e revela bastidores das relações entre os comentaristas. "Todo ex-jogador, que nunca trabalhou com isso e vem trabalhar com a gente, chega com mil pés atrás", diz.
Para Rizek, o principal medo de craques no campo ao mudar para aos estúdios é o desconhecimento da função. "Eles, como não conhecem o nosso trabalho, acham: 'Pô, os caras me querem para causar, para falar mal de alguém'. E, com o passar do tempo, eles vão ficando muito surpresos, porque o nosso trabalho não é como eles imaginavam", afirma.
O jornalista relembra o caso de Filipe Luís, ex-jogador que comentou a Copa de 2022 na Globo. "Ele, que virou um amigo, teve muita surpresa, assim: 'Pô, como é legal o trabalho de vocês'", relembra ele, que complementa: "Vou te contar um bastidor. Todo ex-jogador, que nunca trabalhou com isso e vem trabalhar com a gente, chega com mil pés atrás".
Uma grande expectativa do Seleção Sportv para a Copa é a presença de Luiz Felipe Scolari. O técnico já comandou a Seleção Brasileira em dois Mundiais, além de ter treinado Portugal. Rizek diz que a conversa para a contratação do veterano foi longa, mas produtiva.
"Ele estava muito preocupado com a ideia de que a gente ia querer usá-lo para falar mal de alguém, para fazer piada, para destruir a reputação de algum jogador. Essa preocupação ele tem. E eu acho que, com o passar dos dias, ele vai se soltar e perceber que não é nada disso. A gente quer fazer uma análise legal da Copa. Eu acho que ele já está visualizando isso. A nossa conversa foi muito boa", revela.
Apesar do receio inicial, o apresentador crê em comentários técnicos e carregados de experiência do treinador do penta. "Eu sei que ele conversa com o [Carlo] Ancelotti. E ele já teve essa experiência de ser um estrangeiro dirigindo uma seleção. Eu acho que vai ser ouro a gente tentar colocar o Felipão no papel do Ancelotti. Já que o italiano vai falar pouco durante a Copa, meio que traduzir decisões que ele tomou durante a competição", opina.
Além de Scolari, o Seleção reunirá Felipe Melo, Paulo Nunes, D'Alessandro, Renato Augusto e Bruno Formiga, o único jornalista além de Rizek. Para ele, isso não é problema:
Eu já fiz programa de tudo que é jeito. Já fiz programa só de jornalista, já fiz programa só com ex-jogador. Eu acho que é diferente o olhar do ex-jogador e do jornalista. O jornalista, naturalmente, está mais focado em notícia, em bastidor. O ex-jogador está mais focado em aspectos técnicos, traz a vivência deles, coisas de vestiário, que, por mais que a gente acompanhe, eu nunca vou saber o que é viver um vestiário.
"O jogador tem muito mais condição do que a gente. Eu gosto da mistura. E eu não faço essa disputa. Eu acho que a gente não compete. Acho que, na verdade, a gente agrega, né? A gente soma. Não estamos competindo por espaço. Cada um na sua", reflete.
Expectativas para a Copa
Na maior Copa do Mundo da história, André Rizek espera uma boa resenha no Seleção Sportv. "Eu acho fundamental, num programa como esse, de 50 dias, em que você está fora de casa, ter uma boa química. E boa química a gente tem", adianta o âncora.
"Uma coisa que eu estou animado é que eu me dou muito bem com todos eles. Criei relação pessoal com Felipe Melo, com Paulo Nunes, com Bruno Formiga... O Renato Augusto eu não conheço muito bem ainda, mas, pelo contato que eu tive, eu sei que vai ser legal. O D'Alessandro, já trabalhei com ele e foi ótimo", afirma.
Além da rotina no estúdio, que será montado em Nova York, o jornalista espera retomar o passado como repórter e ir para a rua. "Copa do Mundo, amigo, é 'todo mundo faz tudo'. Eu quero estar na rua. Não quero estar o dia inteiro numa sala vendo jogo. Quero ir para a rua, quero ir para treino, quero ver entrevista. Eu acho que, quando você vai para uma Copa do Mundo, é fundamental ter essa vivência, porque, senão, é como se estivesse no Brasil. Se eu ficar só vendo pela televisão, eu não preciso estar lá", afirma.
Por estar in loco, Rizek também espera contribuir com a cobertura em várias áreas. "Eu me sinto repórter ainda. Como âncora, eu estou sempre apurando. Claro, eu não estou fazendo reportagem propriamente dita, mas estou sempre ligando, sempre em contato com fonte. Então, assim, eu sou um âncora, sou um apresentador, mas sou jornalista. E todo jornalista reporta", finaliza.











