Depois das graves acusações de que Deolane Bezerra estaria enfrentando condições degradantes na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, a Polícia Penal de São Paulo (SP) veio a público para se pronunciar.
Em nota ao Metrópoles, a instituição rebateu as informações.
A organização nega as acusações feitas pela família da advogada e influenciadora, desde a infestação de escorpiões até as condições impróprias dos alimentos e da água da unidade. O posicionamento contraria as manifestações dos advogados e da família da influenciadora, que afirmam que ela estaria sem comer e que teria tido crises de pânico dentro da unidade.
“Ela foi socorrida duas vezes pela unidade. Deolane tem crise de pânico e não consegue ficar na cela sozinha à noite“, contou Daniele Bezerra ao colunista do Metrópoles Lucas Pasin.
Segundo o comunicado, Deolane estaria se alimentando normalmente, seguindo o cardápio de quatro refeições por dia elaborado por nutricionistas da unidade.
A pasta também afirmou que os alimentos e água oferecidos à população prisional passam por “análises de qualidade com frequência” — ao contrário das acusações de que seriam inadequadas ao consumo humano. Quanto aos escorpiões, a resposta é que a penitenciária passou pela última dedetização em abril deste ano e que até então não haveria outros relatos de internas a respeito de registros de animais peçonhentos.
Informações a respeito das condições de saúde física e mental de Deolane Bezerra, e as supostas crises de pânico da investigada, não foram divulgadas devido ao sigilo médico da encarcerada.
Deolane enfrenta crises de pânico na prisão
As acusações da família de Deolane Bezerra contra a qualidade da penitenciária onde se encontra presa desde 21 de maio vieram a público após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa da advogada e influenciadora.
Além das supostas condições degradantes da unidade prisional, os advogados utilizam como argumentos o diagnóstico de depressão de Deolane e a condição de mãe solo da investigada, responsável pela filha mais nova de 10 anos.
“Trata-se de uma mãe, advogada, com uma filha menor de 12 anos que depende exclusivamente dela. Não é um crime de violência ou grave ameaça”, afirmou a defesa. “A paciente foi investigada ao longo de quatro anos pela polícia e pelo Ministério Público. Ela não foi chamada nenhuma vez para prestar esclarecimentos. Nada disso aconteceu porque não se buscava apurar os fatos”, acrescentaram.













