Nessa quinta-feira (7/5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que novos casos de hantavírus podem surgir nos próximos dias após um surto identificado em um cruzeiro internacional. Apesar disso,
a avaliação é de que a situação deve permanecer controlada, desde que medidas de saúde pública sejam mantidas.
Até agora, foram registrados oito casos ligados ao navio MV Hondius, incluindo três mortes. Desses, cinco já foram confirmados como infecção por hantavírus, enquanto os outros três ainda estão sob investigação.
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o período de incubação pode chegar a várias semanas, o que mantém a possibilidade de novos diagnósticos.
“Embora este seja um incidente grave, a OMS avalia o risco para a saúde pública como baixo”, afirmou, em comunicado.
O navio segue em direção às Ilhas Canárias, onde está previsto o desembarque de passageiros e tripulantes sob protocolos sanitários. A organização internacional informou que acompanha o caso em conjunto com autoridades de diferentes países e já enviou especialistas para avaliar a situação a bordo.
Risco de pandemia é baixo
A cepa identificada nos pacientes é o vírus Andes, associado principalmente à América do Sul. Diferentemente de outros hantavírus, essa variante pode apresentar transmissão entre pessoas, embora de forma limitada e geralmente em situações de contato próximo.
A responsável técnica da OMS para emergências, Maria Van Kerkhove, destacou que o cenário não indica uma disseminação ampla. “Não é o começo de uma pandemia”, disse.
Outro representante da entidade reforçou que o surto tende a ser contido com a adoção de medidas adequadas e cooperação entre países.
Origem ainda não foi definida
As investigações seguem para identificar onde ocorreu a infecção inicial. Há indícios de que o primeiro caso tenha surgido antes mesmo do início da viagem, já que um dos passageiros apresentou sintomas poucos dias após o embarque.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores ou ambientes contaminados. A infecção pode causar uma síndrome respiratória grave e não há tratamento específico ou vacina disponível.
Autoridades de saúde continuam monitorando passageiros que já desembarcaram em diferentes países, enquanto ampliam a capacidade de testagem e acompanham possíveis novos casos.











