Atualmente, o contorno do maxilar ganha espaço ao lado de procedimentos como lifting facial e preenchimentos estéticos. Para isso, a redução da glândula submandibular surge como uma alternativa para remover
ou diminuir as glândulas salivares localizadas sob o osso da mandíbula. A cirurgia tem ganhado popularidade entre pacientes que buscam um rosto mais definido e marcado.
Fernanda Nichelle, médica especialista em estética, explica ao Metrópoles que, durante muitos anos, o foco estava apenas no rosto, maçãs, lábios, olheiras. Agora, existe um olhar muito mais global para a estética facial.
“A região abaixo do maxilar influencia diretamente a percepção de juventude e definição facial. Uma mandíbula mais marcada e um pescoço com melhor contorno costumam transmitir aparência de maior firmeza e até aspecto mais descansado”, afirma a expert.
Além disso, redes sociais, vídeos em alta definição e selfies em diferentes ângulos fizeram as pessoas observarem mais detalhes que antes passavam despercebidos. “Por isso, o contorno cervicofacial acabou se tornando uma das principais áreas de interesse dentro da estética moderna.”
Indicações
De acordo com o cirurgião plástico Carlos Tagliari, a redução da glândula submandibular para fins estéticos costuma ser indicada em casos muito específicos. Um deles é quando existe uma projeção importante da estrutura abaixo do maxilar, que acaba comprometendo o contorno da mandíbula e do pescoço.
Carlos explica que a glândula submandibular faz parte das glândulas salivares e, em alguns pacientes, pode ser naturalmente mais aparente ou ficar mais evidente com o envelhecimento.
“Quando existe indicação adequada, a redução parcial dessa glândula pode ajudar a criar uma transição mais harmoniosa entre rosto e pescoço, melhorando o ângulo cervical e trazendo maior definição para a linha da mandíbula.”
Segundo ele, é um procedimento que normalmente faz parte de cirurgias mais amplas de rejuvenescimento facial e cervical, e não algo indicado de forma isolada para qualquer paciente.
Riscos e cuidados
Por ser uma região extremamente delicada do ponto de vista anatômico, Carlos afirma que o procedimento não deve ser banalizado. Entre os possíveis riscos estão sangramentos e infecções, inchaço mais prolongado, lesão temporária de nervos da região, acúmulo de saliva e alterações transitórias relacionadas à função salivar.
“Felizmente, quando existe indicação correta, planejamento adequado e o procedimento é realizado por um cirurgião habilitado e experiente, a tendência é termos segurança e previsibilidade nos resultados”, orienta Carlos.
O mais importante, segundo ele, é entender que nem todo volume abaixo do queixo é glândula. “Muitas vezes existe gordura profunda, flacidez muscular ou características anatômicas que precisam ser avaliadas individualmente antes de qualquer indicação cirúrgica.”
Alternativas menos invasivas
Como nem todo paciente precisa de cirurgia, Fernanda Nichelle destaca que a avaliação individual é essencial. Dependendo da causa do volume abaixo do maxilar, é possível recorrer a tecnologias e tratamentos menos invasivos para melhorar o contorno da região.
“Quando existe flacidez leve a moderada, por exemplo, tecnologias que estimulam colágeno, ultrassom microfocado, radiofrequência e bioestimuladores podem ajudar bastante. Em alguns casos, quando há gordura localizada, existem protocolos voltados para redução desse volume”, lista a médica.
Também é importante entender que nem sempre a região abaixo do maxilar está relacionada apenas à pele. Pode existir influência de estrutura óssea, gordura profunda, musculatura e até fatores genéticos.
“Os melhores resultados normalmente acontecem quando existe uma avaliação individualizada para entender exatamente o que está causando aquela perda de definição facial, em vez de buscar uma solução única para todos os casos”, finaliza a profissional.











