A produção industrial do Brasil avançou 0,7% na passagem de março para abril de 2026. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
nesta quarta-feira (10/6).
Em comparação com o mesmo período do ano passado, a indústria avançou 2,7%, após avançar 4,4% no mês de março.
Com esses resultados, a produção industrial se encontra 4,7% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda está 12,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
O crescimento da produção industrial foi registrado em duas grandes categorias econômicas e em 10 dos 15 ramos pesquisados.
Entre as atividades as influências positivas mais importantes foram assinaladas por indústrias extrativas, com alta de 3,1%, e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com crescimento de 3,1%, ambas subindo pelo quinto mês consecutivo.
Entre as 11 atividades que mostraram recuo na produção, a de produtos químicos exerceu a principal influência na média da indústria e eliminou parte do avanço de 4,5% verificado em março, com destaque para produtos farmoquímicos e farmacêuticos, máquinas e equipamentos , veículos automotores, reboques e carrocerias e metalurgia.
Com relação aos Estados, Bahia, Ceará, Espírito Santo e Minas Gerais mostraram as maiores altas. Santa Catarina , Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná completaram o conjunto de locais com taxas positivas, no mês.
Já as quedas mais intensas foram em Mato Grosso, Pará e Pernambuco, enquanto Rio Grande do Sul e Amazonas também mostraram resultados negativos.
Segundo o responsável por essa pesquisa, Bernardo Almeida, ainda que permaneçam os efeitos de uma política monetária restritiva sobre a produção industrial, é possível ter uma leitura positiva em relação ao mercado de trabalho.
“Os efeitos de uma taxa de desocupação menor, com aumento na massa salarial, têm reflexos positivos sobre a produção industrial. Desta forma, na passagem de março para abril, São Paulo foi a principal influência positiva, se posicionando 0,8% acima do seu patamar pré-pandemia, mas, ainda, 21,0% abaixo do seu patamar mais alto, alcançado em marco de 2011”, explicou.
De acordo com ele, os setores extrativo e de derivados do petróleo foram influências importantes nesse movimento positivo da indústria paulista. Já no campo negativo, o Pará foi a principal influência, após três meses de resultados positivos, quando acumulou um ganho de 17,1%.
Entenda a produção industrial
A PIM produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação.
Em março de 2023, o índice passou por reformulação e teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial do país.











