Presidente da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia do Rio Grande do Norte (SBEM-RN), a endocrinologista Anna Karina Medeiros explica que a insulina é o hormônio responsável por transportar a glicose
para dentro da célula para ser metabolizada e gerar energia para o corpo. Entretanto, há situações em que o organismo fica resistente à substância com “ação fundamental à existência” , segundo a especialista.
De acordo com a médica, esse processo de resistência ocorre quando o organismo gera mais insulina do que o organismo precisa. “Isso geralmente acontece em pacientes com excesso de peso, especialmente de gordura visceral (gordura abdominal), porque nesses grupos o hormônio não consegue agir corretamente e o corpo reage com uma produção excessiva da substância”, frisa.
Conforme a diretora da Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN), Anna Karina destaca que costuma surgir manchas escuras (Acantose nigricans) em regiões de dobras cutâneas, principalmente no pescoço. Ela pontua sobre pessoas com resistência à insulina terem uma circunferência abdominal elevada. “Maior a 88 centímetros em mulheres e maior que 102 centímetros em homens”, menciona.
A endocrinologista detalha que pessoas com a condição tendem a apresentar aumento da gordura no fígado e triglicerídeos elevados. Já as mulheres com resistência à insulina podem ter síndrome dos ovários policísticos (SOP).
A médica argumenta que a resistência à insulina aumenta o risco cardiovascular e pode ser a causa de um infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. “Indivíduos com o quadro têm maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 e esteatose hepática”, conclui a metabologista.
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