Produzido pelas glândulas suprarrenais, o cortisol é um hormônio relacionado às respostas rápidas do organismo diante de situações de perigo ou estresse. Em pessoas saudáveis, essa é um substância que costuma ter um padrão diário previsível — com picos no início da manhã, ao acordar. Com a produção desregulada, o “hormônio do estresse” pode levar a quadros de insônia, ganho de peso e irritabilidade.
A endocrinologista do Hospital Santa Lúcia Gama, Érika Fernanda de Faria, destaca que, em pessoa saudáveis,os níveis de cortisol devem cair progressivamente durante o dia, com o ponto mais baixo à noite, para facilitar o início do sono.
“Quando esse ritmo se altera, seja por estresse, doenças ou hábitos inadequados, o cérebro pode receber sinais de alerta em horários inadequados, prejudicando a continuidade do sono”, destaca a médica.
Quando está desregulado, o cortisol tem um “horário de pico” diferente, o que faz com que a pessoa acorde no meio da madrugada — um sintoma que os pacientes nem sempre relacionam ao cortisol alto.
“Algumas
pessoas podem apresentar elevação precoce do cortisol durante a noite, especialmente entre 2h e 4h da manhã. Esse aumento ativa o sistema de alerta do cérebro e contribui para quadros de insônia”, alerta a médica.
Sintomas comuns do cortisol alto
A desregulação do cortisol pode gerar ainda um conjunto de manifestações relacionadas ao que a endocrinologista define comohiperativação do sistema de estresse. “Além do despertar noturno, algumas pessoas relatam dificuldade para iniciar ou manter o sono, sensação de alerta ou mente acelerada à noite e cansaço pela manhã mesmo após dormir”, diz.
Sintomas emocionais também podem se manifestar por meio da irritabilidade ou ansiedade aumentada, sem motivo aparente, no meio do dia.
“O paciente pode apresentar dificuldade de concentração e aumento do apetite por alimentos ricos em açúcar ou gordura, o que favorece o acúmulo de gordura abdominal”, diz Érika Fernanda de Faria.
Em quadros mais complexos, o cortisol alto pode aumentar a sensibilidade a infecções ou inflamações. A endocrinologista recomenda ainda que, ao notar quaisquer um desses sintomas, a avaliação médica é indicada. “Esses sinais não são específicos apenas do cortisol, podendo estar associados a vários outros fatores metabólicos ou psicológicos que necessitam de tratamento”, acrescenta.
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