A influenciadora Franciny Ehlke, de 27 anos, surpreendeu seus milhões de seguidores ao anunciar a espera de seu primeiro filho biológico. O bebê é fruto de seu relacionamento com o empresário bilionário
Tony Maleh (37), com quem se casou em uma cerimônia luxuosa em outubro de 2025. No vídeo da revelação, um dos pontos que mais encantou o público foi a participação de Rafik (4), filho de Tony e enteado de Franciny, que já demonstra as expectativas para a chegada do novo irmão.
Para entender os impactos emocionais dessa transição, conversamos com a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo. Ela analisa como o papel de madrasta pode atuar como uma preparação emocional e como acolher as reações dos pequenos nesse processo.
O papel de madrasta como "treinamento" emocional
Muitos seguidores notaram a proximidade de Franciny com Rafik. Segundo Rafaela Schiavo, essa convivência prévia com uma criança é um fator relevante na construção da identidade materna.
“A experiência de cuidar de uma criança serve como um treinamento para a própria maternidade. Então, no caso, sim, do ponto de vista emocional, ser madrasta pode criar alguma referência de maternidade antes da chegada do primeiro filho biológico, com certeza”, explica a psicóloga. Ela pontua que, diante da queda nas taxas de natalidade, muitas mulheres de classe alta têm o primeiro contato com bebês apenas com seus próprios filhos. “Cuidar de uma criança antes, como madrasta ou em qualquer outro tipo de situação, pode auxiliar. Mas a maternidade passa a ser construída desde a infância... a mulher vai internalizando quais são os comportamentos maternos e o que a sociedade espera desses comportamentos.”
Cada gestação é um universo inédito
Apesar de Franciny já estar habituada à rotina de Rafik, a especialista ressalta que a gravidez biológica trará descobertas totalmente novas para o casal.
“Na verdade, cada gestação é uma experiência totalmente nova. Não é só porque é a primeira; a primeira vai ser uma experiência nova, com certeza, mas a segunda gestação também será uma experiência nova”, afirma Rafaela. Sobre a prática do dia a dia, ela acrescenta: “Claro que ter uma experiência prévia de cuidados com uma criança pode trazer certas noções de rotina, sim. Ela já entende: 'Olha, um bebê tem que mamar muitas horas, tem necessidade de carinho, de cuidado'. Isso traz uma noção maior. Mas não é isso que garante, de fato, os cuidados e a responsividade. Muitas vezes será diferente.”
Acolhendo as expectativas de Rafik
No vídeo do anúncio, Rafik demonstrou certa preferência por uma irmã e resistência à possibilidade de ser um menino. Rafaela Schiavo orienta que os adultos não devem repreender esse tipo de fala, mas sim entender o que está por trás do desejo da criança.
“Muitas vezes, a criança pode dizer que não quer um irmão do mesmo sexo não por não querer um irmão, mas pelo medo de perder as coisas que tem. Se for uma menina, ele vai continuar com o quarto dele e com os brinquedos dele. Às vezes, o sentimento está além da fala”, analisa a psicóloga. Para ela, o caminho é o diálogo: “É importante respeitarmos os desejos da criança, mostrar que nem sempre eles são satisfeitos... Trazer isso para o diálogo faz com que a criança fique participativa e entenda que a vida real nem sempre acontece como planejamos.”
O lúdico como ferramenta de inclusão
Para integrar o pequeno Rafik na chegada do bebê sem sobrecarregá-lo, a recomendação é apostar na leveza. A ideia é transformar a espera em uma vivência compartilhada entre Franciny, Tony e o filho.
“Trazer o lúdico para isso diminui a pressão emocional. Transforma o desejo em algo mais brincante. Não precisa ser uma situação dramática... pode-se fazer uma brincadeira e tratar as coisas de uma forma lúdica. Assim, a criança vai entendendo que existem os 'sins', que existe a frustração, os desejos realizados e não realizados”, aconselha a especialista. Segundo Rafaela, essa abordagem facilita o entendimento da criança. “O processo se torna mais leve quando começamos, enquanto adultos, a olhar para a situação e a trazer formas lúdicas de falar sobre o assunto e de conviver na casa”, finaliza.
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