Euphoria chegou ao fim com a morte de Rue, protagonista de Zendaya. Criada por Sam Levinson, a série da HBO acompanhou a luta da personagem contra o vício
por três temporadas e o diretor explicou a decisão de encerrar a trama com a jovem sofrendo uma overdose de fentanil.
"O final honesto é que pessoas como Rue não sobrevivem", afirmou Levinson no quadro de bastidores do episódio disponibilizado pela HBO. "Acho que, no fim, eu queria contar uma história sobre vício e também queria contar uma história sobre luto e a confusão emocional que ele pode criar", acrescentou.
A sequência da morte de Rue começa quando a personagem assiste uma notícia de que Fez (Angus Cloud) teria conseguido fugir da prisão e inicia uma missão para resgatá-lo, como prometeu que faria. A protagonista dirige pela cidade, ansiosa para reencontrar o amigo, e passa pelo local em que costumava vê-lo, levando o espectador para um flashback com cenas inéditas e descartadas de Zendaya com Cloud, que morreu em 2023 por overdose acidental.
Em seguida, Rue vê uma versão mais jovem de si mesma em outro carro, assim como uma Jules adolescente (Hunter Schafer) É quando a protagonista entra na própria casa, reencontrando a mãe e o pai, que o público descobre que, na verdade, ela está alucinando enquanto sofre uma overdose no sofá de Ali (Colman Domingo). O mentor da jovem a encontra morta pela manhã e faz testes nos comprimidos que ela recebeu de Alamo Brown (Adewale Akinnuoye-Agbaje), descobrindo que as pílulas estavam contaminadas com fentanil, opioide altamente letal.
Levinson comentou que o encerramento da série teve grande conexão com o que aconteceu com Cloud, já que tinha pensado em uma trajetória diferente para Rue antes da morte do artista. "Queria contar a história pelo Angus e pelas pessoas que não tiveram uma segunda chance", explicou.
"Eu tinha escrito um fim diferente para a trajetória da Rue durante a greve dos roteiristas em 2023", confessou Sam em entrevista ao The New York Times. "Recebemos a notícia da morte do Angus em julho. Sempre fui muito preocupado com a prevalência do fentanil. Lidamos com isso em todas as temporadas e até mesmo no meu primeiro filme [Another Happy Day, 2011]", continuou.
Receber a notícia da morte de Cloud fez com que o diretor repensasse o roteiro para refletir consequências realistas. "Muitas pessoas não ganham uma segunda chance. O fentanil pode te matar em um instante. Não é como quando eu era mais novo, que você podia pegar pílulas na rua e ter uma experiência ruim, mas ficaria bem. Isso é algo que gera identificação para muitas pessoas nesse país. Me pareceu a coisa responsável a se fazer", completou ele sobre a intenção de colocar o público no lugar de alguém que perde uma pessoa que ama para as drogas.
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