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skate pode até começar com uma manobra, mas, para muitas menin
skate pode até começar com uma manobra, mas, para muitas meninas, ele acaba virando liberdade,
amizade e até um novo jeito de olhar para si mesmas. Foi exatamente isso que aconteceu com jovens impactadas pelo programa “Skate pela Mudança Social”, iniciativa da Nike em parceria com a skatista Rayssa Leal (que também já foi capa da CAPRICHO, lembra?).
Agora, o projeto ganhou um novo capítulo com o lançamento do guia “Meninas, Skate & Transformação”, material que reúne aprendizados e experiências construídas ao longo da iniciativa, que também tem apoio do Laureus Sport for Good e da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS). O objetivo é inspirar outras organizações e educadores a criarem espaços mais acolhedores para meninas dentro do esporte. Você pode acessar o material aqui, neste link.
Segundo o guia, cerca de 85% das garotas são consideradas inativas fisicamente, enquanto entre os meninos o índice é de 78%. Já entre adolescentes de 11 a 17 anos, 45% das meninas abandonam o esporte, o dobro da taxa registrada entre os garotos.
O material também aponta que 41% das meninas que deixaram atividades esportivas dizem ter se sentido objetificadas durante a prática. Ao mesmo tempo, 89% acreditam que o esporte deveria ser mais inclusivo para garotas.
Foi justamente pensando nesse cenário que o programa passou a atuar em comunidades do Ceará e de Pernambuco, impactando mais de 170 crianças e adolescentes, incluindo 90 meninas que passaram a ocupar pistas e espaços esportivos. Durante dois anos, três ONGs da região receberam apoio financeiro, equipamentos esportivos e capacitação voltada para temas como equidade de gênero, proteção de jovens e pedagogia do skate.
Além das aulas e encontros, o projeto também criou momentos de troca entre as participantes, com festivais e eventos que ajudaram a fortalecer laços e construir uma rede de apoio. E a presença de Rayssa Leal teve um papel gigante nisso tudo.
“Ela é uma esperança de que a gente também pode ser skatista”, contou Ana Clara, participante da Associação Conexão Social, em material enviado à imprensa. Já Maria Sophia, outra jovem atendida pelo projeto, resumiu como o skate mudou sua relação consigo mesma: “Depois do skate, eu consegui confiar mais em mim e nas pessoas. Eu aprendi a não abaixar a cabeça.”
Para Rayssa Leal, ver meninas da região Nordeste encontrando novas possibilidades através do esporte tem um significado ainda mais especial. “O skate ensina que a gente cai, mas levanta mais forte. É sobre amizade, sobre acreditar que o nosso sonho não tem limites”, afirmou a atleta.
O guia lançado pelo projeto também traz reflexões importantes sobre pertencimento, autoestima e a criação de ambientes seguros para meninas no esporte, mostrando como iniciativas esportivas podem ir muito além da competição.
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