Sucesso nas salas de cinema, Obsessão está ganhando destaque por sua bilheteria expressiva contra um orçamento modesto. O longa dirigido por Curry Barker
ainda reforça sua repercussão global com uma performance marcante de Inde Navarrette, que brilha com expressões e movimentos que marcam o público mesmo depois da sessão. Mas você conhece a história que foi o ponto de partida para o roteiro?
Na filme, Michael Johnston interpreta o jovem Bear, que faz um pedido para que seja a pessoa que Nikki, protagonista de Navarrette, mais ama no mundo. O desejo se torna realidade, mas não da maneira esperada. A personagem assume um amor obsessivo pelo rapaz e ele se torna o ponto principal de toda sua vida, ou seja, ela também perde a própria personalidade para dar espaço aos intensos sentimentos pelo até então amigo.
Toda a ideia para o roteiro veio quando Barker assistiu um episódio específico de Os Simpsons. O capítulo mostrava Bart comprando um amuleto de Pata de Macaco com o poder de conceder desejos, mas as coisas saem do controle e as consequências causam grandes problemas na cidade. "Essa combinação de obsessão e um amuleto de realização dos desejos deu origem à ideia da história", comentou Barker em material de divulgação do longa.
Experiente na comédia, Curry mesclou elementos do gênero com terror de forma natural no longa. "O terror permite que você explore ideias e emoções extremas de uma forma que soa honesta e visceral", comentou o diretor. "Seja obsessão por uma pessoa ou qualquer outra coisa, essa ideia de ser completamente consumido por algo sempre me fascinou, e o terror pareceu o gênero certo para explorar isso."
Em entrevista exclusiva com o diretor e elenco, descobrimos as camadas que fizeram a sequência ganhar uma atmosfera autêntica e eletrizante nas salas de cinema. "Muitas vezes, eu não sabia exatamente o que ela ia fazer. Quando Curry dava uma dica para ela e mudavam um pouco as coisas. Fico muito feliz por termos trabalhado assim porque temos ótimas reações reais", comentou Michael sobre a performance de Inde.
"Tem uma parte, bem no começo, logo depois que faço o desejo. Ela está meio que enlouquecendo e dou risada que se transforma em [uma expressão de horror]", acrescentou Johnston sobre sua resposta aos momentos de improviso e entrega da colega de elenco.
Para o diretor, são momentos assim que tornam o filme tão interessante. "Foi minha coisa favorita que gravamos. Muitas das risadas naquela cena do carro são apenas risadas de verdade. Meio que parecem erros de gravação mas, para mim, eram as coisas mais verdadeiras da performance. Eu tive que manter", explicou Barker.
Já Inde buscou criar uma atmosfera que passeia no âmbito desconfortável, para surpreender o espectador. "Você pensa que é engraçado e vê que é sério", comentou a atriz. Uma das cenas que mais se destaca na trama envolve, inclusive, uma expressão de pura tristeza que assume um ar cômico e completamente assustador ao mesmo tempo. "Eu fiz uma cara triste normal e, do outro lado da câmera, [Curry] disse que queria mais, para intensificar a expressão", recordou.
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