Oque você faria se descobrisse que não estamos sozinhos no universo? Essa é a premissa de
que você faria se descobrisse que não estamos sozinhos no universo?
Essa é a premissa de Dia D, filme assinado por Steven Spielberg . O diretor de E.T. O Extraterrestre retorna aos mistérios da existência humana e da vida além da Terra com Emily Blunt interpretando uma meteorologista que descobre uma conexão com segredos que podem mudar o mundo.
Mas essa não é a primeira vez que Spielberg embarca em uma narrativa do gênero. Na verdade, Dia D chega como uma espécie de encerramento para Contatos Imediatos do Terceiro Grau. O filme de 1977 acompanha um grupo que tenta contato com formas de vida ainda desconhecidas depois de um encontro com OVNIs (objetos voadores não identificados). Anos mais tarde, a fascinação de Spielberg pelo que ele chama de “os grandes mistérios do cosmos” renasceu em uma matéria do The New York Times.
Intitulado "Auras Brilhantes e 'Dinheiro Oculto': O Misterioso Programa OVNI do Pentágono", o artigo explora um relatório que revela que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos vinha financiando um programa secreto de inteligência militar para investigar FANIs, ou seja, Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs - Unidentified Anomalous Phenomena).
Os documentos citavam vídeos de caças da Marinha que teriam capturado encontros específicos inexplicáveis com aeronaves e a matéria especulava sobre pessoas que queriam desencorajar conversas sobre o assunto. O ex-diretor do programa respondeu o jornal com afirmações de que as evidências “não são algo que qualquer governo ou instituição deva censurar para manter em segredo do povo”.
"Quando essa reportagem foi publicada, chamou a atenção de pessoas que nunca acreditaram em OVNIs, e de muitos outros de nós que sempre acreditaram que algo estava acontecendo, e simplesmente não nos foi contado", comentou Spielberg em material divulgado para imprensa.
O diretor levantou questionamentos sobre o impacto do tema nas pessoas. "Acho que as perguntas das pessoas sobre o que está acontecendo — em nossos céus, no nosso mundo e com a própria realidade — provocaram uma massa crítica de completo fascínio. Estamos sozinhos ou não? E se o governo sabe, por que não fomos informados? Foi isso que me fez pensar se talvez fosse a hora de outra história no meu cânone de histórias extraterrestres nas quais estive envolvido ao longo de toda a minha carreira", acrescentou.
Apesar de não ser uma sequência direta do filme de 1977, Dia D desenvolve ideias que já estavam presentes na primeira produção. "Durante Contatos Imediatos do Terceiro Grau, eu dizia para mim mesmo: ‘Não seria maravilhoso se tudo isso fosse verdade?’. Quase cinquenta anos depois, agora penso: ‘Não seria maravilhoso para nós realmente saber que tudo isso é verdade?’”, comentou Stephen.
Em julho de 2023, um comitê de supervisão da Câmara começou a investigar FANIs com audiências intituladas “Fenômenos Anômalos Não Identificados: Implicações para a Segurança Nacional, Segurança Pública e Transparência do Governo”. Isso incentivou Spielberg a começar a escrever a história no aplicativo de notas do celular e, mais tarde, compartilhar o rascunho com David Koepp, que ficou responsável pelo roteiro.
Durante dois anos, eles desenvolveram um projeto que quer provocar perguntas sobre o mistério da existência humana e até onde as pessoas são capazes de ir para manter isso em segredo, temática que está presente no imaginário do cineasta desde a infância. "Dia D é um filme sobre desinformação e o desafio de encontrar a verdade em uma cultura em que pessoas poderosas têm ferramentas para borrar as linhas entre fato e ficção, entre o que é real e irreal, a serviço de proteger e avançar suas agendas", detalhou.
"É um filme que também faz perguntas sobre o que fazemos com a verdade, expandindo nossa compreensão do universo de uma forma que desafia as crenças que nos dão significado, incluindo a religião. Os Arquivos X nos ensinaram que a verdade está lá fora, mas o que acontece quando a encontramos? Podemos aceitar? Será que rejeitamos isso? Será que isso vai nos unir ou nos dividir ainda mais? No final das contas, porém, acho que o Dia D é uma história sobre empatia como um recurso extraordinário, e como ela precisa ser compartilhada globalmente, com o mundo inteiro, em vez de ficar reservada apenas para interesses próprios ou para quem está mais próximo de nós", completou Spielberg.
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