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e você abriu o X (ex-Twitter) recentemente e ficou imerso (a)
e você abriu o X (ex-Twitter) recentemente e ficou imerso (a) entre todo mundo estar “gag”
e dizer que algo “flopou”, saiba: não é só impressão. Um levantamento da Nexus - Pesquisa e Inteligência de Dados da FSB Holding, aponta que essas são, hoje, as gírias mais usadas pela nossa galera nas redes sociais. Estes termos aparecem com uma vantagem gigante sobre outras expressões, viu? Acima até de "6-7" e "farmar aura". Continue com a gente nesse texto, que vamos te explicar tudo.
De acordo com o estudo, “gag” lidera com 28.394 menções em postagens feitas entre 17 de janeiro e 16 de abril de 2026, enquanto “flopar” ou “flopou” aparece logo em seguida, com 26.768 citações. As duas aparecem até dez vezes mais do que outras gírias analisadas, mostrando uma espécie de “topo do vocabulário” jovem atual.
Mas, então, que essas gírias significam?
Se você quer sobreviver ao idioma da internet (ou só mandar bem no grupo), aqui vai um mini dicionário:
- Gag: usado quando algo é tão chocante ou impressionante que deixa a pessoa sem reação. A origem vem da cultura drag e de realities como RuPaul’s Drag Race e é um derivado da expressão em inglês "gagged". A expressão, usada para admiração exagerada, foi recentemente utilizada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin para elogiar o sucesso de vendas de carros flex em Goiás, viu?
- Flopar: quando algo dá errado, fracassa ou não tem o sucesso esperado.
- Tankar: conseguir lidar com algo difícil ou absurdo.
- Based: expressa concordância ou respeito por uma opinião.
- Cringe: algo vergonhoso ou fora de moda.
- Six-seven/farmar aura: termos mais nichados, mas que também circulam nos memes. A gente te explica a origem de ambas aqui e aqui.
Onde essas gírias mais aparecem?
Spoiler: não é no Instagram. Segundo o levantamento, o X concentra praticamente toda a conversa. Das mais de 61 mil postagens analisadas, 60.345 vieram da plataforma . Isso significa que mais de 90% das menções acontecem ali — o que reforça o papel da rede como “laboratório” da linguagem jovem e dos memes.
Enquanto isso, Instagram e Facebook aparecem bem atrás, com volumes muito menores. Ainda assim, algumas gírias conseguem escapar da bolha: “based”, por exemplo, tem maior presença nessas redes, indicando que já começa a circular entre públicos mais amplos .
Por que isso importa (de verdade), CAPRICHO?
Mais do que só modinhas passageiras, as gírias funcionam como um termômetro cultural. Elas mostram o que está sendo consumido, remixado e compartilhado desde a cultura drag aos memes mais caóticos que surgem entre a nossa galera.
No fim das contas, acompanhar essas palavras é também acompanhar como a galera constrói identidade, humor e até posicionamento nas redes. Porque, sim, uma simples palavra pode dizer muito, às vezes mais do que um textão inteiro, né? Quem aí do outro lado ficou "gag"?
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