Se você acompanha artistas como Olivia Rodrigo, Phoebe BridgersOlivia Rodrigo, Phoebe Bridgers e girl in red, provavelmente já esbarrou no nome de Holly
Humberstone. Aos 26 anos, a cantora e compositora inglesa aposta em músicas vulneráveis, letras confessionais e uma sonoridade que mistura indie, pop alternativo e baladas melancólicas.
Natural de Grantham, no interior da Inglaterra, Holly cresceu longe dos grandes centros musicais. Em entrevistas, ela já contou que “não havia cena musical” onde vivia e que acabou criando o próprio universo artístico dentro de casa. Filha de dois médicos do sistema público britânico, a cantora cresceu cercada por referências criativas: a mãe tocava violoncelo e o pai mantinha uma coleção de livros de poesia.
A relação com a música começou cedo. Ainda adolescente, Holly tocava violino na orquestra juvenil de Lincolnshire e produzia demos no GarageBand do computador do pai. Uma dessas músicas, Hit and Run, acabou chegando à BBC Music Introducing, plataforma britânica conhecida por revelar novos artistas. E foi aí que sua carreira começou a ganhar força.
O primeiro grande passo veio em 2020, com o lançamento do EP Falling Asleep at the Wheel, que apresentou faixas como Deep End, Overkill e a própria Falling Asleep at the Wheel. A estética intimista e emocional rapidamente rendeu comparações com artistas como Lorde e Bon Iver.
Pouco tempo depois, Holly assinou contrato com a Interscope e a Polydor Records e lançou o EP The Walls Are Way Too Thin, em 2021. O projeto ajudou a consolidar seu nome na cena alternativa britânica e ainda rendeu à artista o prêmio Rising Star no BRIT Awards de 2022, categoria que já revelou nomes importantes da música pop.
Além dos lançamentos próprios, Holly também passou os últimos anos abrindo turnês de artistas gigantes da nova geração. Ela participou da Sour Tour, de Olivia Rodrigo, e também esteve na turnê de girl in red. Em 2024, foi anunciada como uma das atrações de abertura da The Eras Tour, de Taylor Swift, em Wembley.
Agora, Holly vive uma nova fase com Cruel World, seu segundo álbum de estúdio lançado em abril de 2026. Diferente do clima mais caótico e ansioso do disco de estreia, Paint My Bedroom Black (2023), o novo trabalho aposta em reflexões sobre amadurecimento, pertencimento e estabilidade emocional.
O disco também mostra uma mudança sonora importante. Sem abandonar o lado introspectivo que virou sua marca registrada, Holly experimenta um pop mais expansivo e até dançante em faixas como To Love Somebody e Cruel World. Já músicas como Die Happy mergulham em referências góticas e atmosferas mais sombrias.
Outro destaque do álbum é Beauty Pageant, considerada pela própria cantora sua música mais vulnerável até hoje. A faixa fala sobre pressão estética, validação nas redes sociais e competitividade feminina, temas que Holly relaciona à experiência de crescer cercada por irmãs, estudar em uma escola só para meninas e entrar ainda jovem na indústria musical.
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