O Fenômeno Digital
No início deste ano, as redes sociais foram tomadas por uma nova e peculiar tendência. Usuários compartilhavam lado a lado fotos antigas, datadas de 2016, com suas versões atuais, projetadas para 2026.
Essa dinâmica, que mesclava a nostalgia de uma década passada com uma sensação de realização pessoal e evolução, criou um antes e depois visualmente impactante. Entretanto, ao aplicarmos essa mesma lógica de comparação à indústria da moda, a narrativa que emerge é menos otimista. Parece que, após um período de celebração e abertura para um espectro mais amplo de representatividade, a indústria está experimentando uma inclinação preocupante em direção a um conservadorismo renovado, desafiando as conquistas de diversidade alcançadas.
Marco Feminino na Dior
Para contextualizar a evolução da moda em relação à diversidade, é crucial lembrar de momentos significativos. Um desses marcos ocorreu em 2016, quando Maria Grazia Chiuri assumiu a direção criativa da renomada casa de moda Dior. Sua nomeação foi histórica, pois ela se tornou a primeira mulher a ocupar essa posição de prestígio em uma das marcas mais influentes do mundo. Essa conquista representou um avanço importante para a inclusão e a quebra de barreiras de gênero dentro do universo da alta costura, abrindo caminho para outras mulheres e sinalizando uma mudança cultural que muitos esperavam fosse duradoura e influenciasse toda a indústria.













