A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) mira oito estados para ampliar sua votação no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro,
Amazonas, Pará, Bahia e Tocantins. Nesses palanques, o senador conta com governadores eleitos, candidatos ainda na disputa e lideranças regionais para alcançar eleitores além de sua base.
A estratégia combina a busca por votos em territórios favoráveis com a tentativa de reduzir a vantagem petista onde Lula venceu.
“Virar votos”, nesse caso, não significa reverter o resultado em todos os oito estados. Flávio terminou o primeiro turno à frente em Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins. Já Amazonas, Pará e Bahia deram a vitória a Lula. O desafio é ampliar a diferença nos primeiros e diminuir a distância nos demais.
No Rio Grande do Sul, onde Porto Alegre integra o foco indicado para a mobilização, o principal aliado é Luciano Zucco (PL), eleito governador no primeiro turno. O palanque também reúne o senador Hamilton Mourão (Republicanos) e Marcel van Hattem (Novo), eleito para o Senado. A adesão do Novo à candidatura presidencial reforça a convergência entre essas forças para a disputa contra o PT.
Em São Paulo, Flávio conta com Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador, e com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Tarcísio assumiu participação mais intensa nas articulações nacionais, enquanto Nunes atua na aproximação de setores do MDB com o presidenciável. Os dois confirmaram um ato em apoio ao senador na Avenida Paulista para domingo, dia 18, como parte da mobilização para o segundo turno.
Em Minas Gerais, o candidato tem o respaldo do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e do ex-governador Romeu Zema (Novo), que também disputou a Presidência. A aliança com Cleitinho já produziu compromissos públicos: após uma reivindicação do mineiro, Flávio prometeu buscar um novo alívio para as dívidas estaduais caso seja eleito.
No Rio de Janeiro, a principal parceria é com Douglas Ruas (PL), cuja vitória para o governo foi confirmada após decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos). A campanha presidencial passou a associar a mobilização de Flávio à do governador eleito, com agenda conjunta em São Gonçalo.
No Amazonas, Flávio conta com Maria do Carmo Seffair (PL), que disputa o segundo turno para o governo contra Omar Aziz (PSD), apoiado pelo PT. A candidatura oferece um palanque para vincular as duas disputas, com Manaus entre os focos da campanha presidencial. O apoio nacional da federação União-Progressistas a Flávio, porém, não se estendeu automaticamente à candidata do PL: no estado, seus integrantes ficaram livres na eleição para governador.
No Pará, o senador recebeu o apoio do governador eleito Daniel Santos, o Dr. Daniel, que reafirmou a adesão ao seu lado em Brasília. A aliança acrescenta à estrutura do PL uma liderança vitoriosa na disputa estadual e oferece um palanque para tentar reduzir a vantagem de Lula, com Belém entre os centros de interesse. O petista, por sua vez, mantém o respaldo do grupo de Helder Barbalho.
Na Bahia, a aposta é ACM Neto (União Brasil), derrotado na eleição para governador. O ex-prefeito de Salvador declarou apoio a Flávio e prometeu mobilizar suas bases políticas. A campanha busca aproveitar essa estrutura para conquistar votos em um estado no qual Lula venceu e conta com o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT).
No Tocantins, Flávio firmou uma aliança com Professora Dorinha (União Brasil), candidata ao governo no segundo turno. Os dois declararam apoio recíproco, em uma articulação que também envolve o senador Eduardo Gomes (PL). Aliados discutem uma visita do presidenciável ao estado para reforçar o palanque conjunto, mas a viagem ainda depende da definição da agenda.











