A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira, 13, o retorno da categoria à África depois de 37 anos sem corridas no continente. Sediado em Ruanda, o Grande Prêmio da África deve entrar no calendário nos primeiros
anos da década de 2030.
A última vez que a categoria correu em solo africano foi em 1993, no Grande Prêmio da África do Sul. Foi lá, inclusive, que Nelson Piquet comemorou a conquista do bicampeonato, em 1983. Agora, o acordo com Ruanda prevê uma parceria de dez anos, e a construção de um circuito permanente em Bugesera, a cerca de 40 quilômetros de Kigali, capital do país.
Segundo a FIA, a categoria tem mais de 100 milhões de fãs no continente, e quase 60% desse montante tem menos de 35 anos. “A África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1 e, desde o início, estávamos determinados a retornar da maneira correta, com o parceiro certo e um compromisso de longo prazo”, disse o CEO da F1, Stefano Domenicali.
Como será o circuito de Ruanda?
O projeto do Rwanda International Circuit foi desenvolvido pelo ex-piloto Alex Wurz e pelo escritório do engenheiro Hermann Tilke, responsável pela idealização ou reforma de diversos autódromos utilizados atualmente pela categoria.
A proposta prevê um traçado com curvas de média e alta velocidade, aproveitando as mudanças naturais de elevação da região, que é conhecida como "a terra das mil colinas". Segundo o comunicado oficial, a ideia é criar uma "experiência de corrida desafiadora".








