Dias após a formalização do novo tarifaço dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, o governo Lula já está mobilizado para definir os próximos passos para conter os danos e evitar prejuízos eleitorais.
O vice-presidente Geraldo Alckmin se reuniu com representantes da indústria na semana passada, como a CNI, e ele e o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, começarão nesta terça-feira uma rodada de conversas com setores prejudicados pela medida, como os segmentos de confecções e calçados.
Nessas reuniões, eles pretendem calcular os impactos para tentar bolar o quanto antes um pacote de socorro aos setores afetados.
A iniciativa é vista como a única possível neste momento, já que aliados de Lula acreditam que o governo dos Estados Unidos só aceitará se debruçar sobre o assunto novamente depois das eleições. Ainda assim, devem tentar investidas pontuais para tentar ampliar a lista de exceções.
O uso da lei da reciprocidade, que chegou a ser cogitado horas após o novo tarifaço ser formalizado, está praticamente descartado, especialmente em função de como isso poderia impactar nas eleições.
Há a leitura de que Trump e o pré-candidato do PL à presidência da República, Flávio B0lsonaro - apontado como um dos articuladores pela aplicação das tarifas -, estão desgastados.
Por outro lado, haveria o reconhecimento entre os eleitores de que o governo Lula fez tudo que estava ao seu alcance para tentar evitar o tarifaço.













