O brasileiro está mergulhando cada vez mais fundo no mundo virtual. Trabalha, estuda, compra, se informa, conversa, se diverte e, mais recentemente, recorre à inteligência artificial para tirar dúvidas,
escrever textos e até tomar decisões do dia a dia. Se o ritmo atual for mantido, quem nasce hoje no país passará praticamente sete de cada dez anos de vida conectado à internet.
É o que mostra uma pesquisa da empresa de cibersegurança NordVPN, que ouviu
1.003 pessoas, entre 18 e 74 anos, com amostra representativa por idade, sexo e região do país. Considerando que a expectativa média de vida do brasileiro, atualmente é de aproximadamente 76 anos, o estudo estima que cada pessoa permanecerá conectada durante 52 anos, 9 meses e 16 dias ao longo da existência. Em outras palavras, as pessoas passarão mais de dois terços da viada no ambiente digital. O Brasil aparece como líder, na comparação com os demais países, seguido do México, com tempo estimado de conexão ao longo da vida de 43 anos, e Lituânia, 31. Levantamento realizado em 2022, com uma etodologia um pouco diferente, apontava 41 anos, 3 meses e 13 dias.Tempo em chatbots já chega a 2 horas e 50 minutos
Por semana, os brasileiros dedicam, em média, 116 horas às atividades online. A maior parte desse tempo em redes sociais, plataformas de vídeos e serviços de streaming, mas uma novidade chama atenção: os chatbots de inteligência artificial já ocupam 2 horas e 50 minutos semanais da rotina dos usuários. A tecnologia, que há poucos anos ainda era restrita a empresas e pesquisadores, rapidamente se incorporou ao cotidiano e já faz parte da rotina de cerca de um terço dos brasileiros.
O resultado revela uma transformação profunda na relação da sociedade com a tecnologia. A internet deixou de ser apenas um canal de comunicação ou entretenimento. Virou o principal espaço de convivência, trabalho, consumo e produção de conhecimento. Reuniões profissionais, consultas bancárias, compras, atendimento médico, aulas, relacionamentos e até conversas com assistentes virtuais passaram a dividir o mesmo ambiente digital.
Embora o levantamento também compare os dados com uma edição realizada em 2022, essa comparação deve ser interpretada com cautela. A própria NordVPN informa que a metodologia foi ampliada, incorporando novas categorias de uso, como inteligência artificial e aplicativos que antes não eram contabilizados. Ainda assim, a tendência é inequívoca: o brasileiro passa uma parcela crescente da vida conectado, em uma realidade em que a fronteira entre o mundo físico e o digital se torna cada vez mais tênue.







