Antes de participar da Flip, em Paraty, o escritor nigeriano Wole Soyinka, de 92 anos, primeiro autor negro a vencer o Prêmio Nobel de Literatura, em 1986, receberá, nesta quinta(23/07), as Palmas Acadêmicas,
a maior condecoração da Academia Brasileira de Letras para personalidades estrangeiras. Desde 1941, apenas 22 nomes receberam, entre eles Thomas Mann, Claude Lévi-Strauss, John Kennedy e Mikhail Gorbachev.
Soyinka é um dos convidados das comemorações pelos 129 anos da ABL, completados nesta segunda-feira (20/07). A cerimônia também celebra os 70 anos de "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa, e marca a estreia de três novos prêmios literários da Academia, criados para reconhecer livros de ficção, poesia e humanidades publicados em 2025. Os primeiros vencedores são Eliana Alves Cruz ("Meridiana"), Fabrício Oliveira ("Noite Obscena") e Caetano Galindo ("Na Ponta da Língua"). Outro será a entrega do Prêmio Machado de Assis ao escritor Cristóvão Tezza, pelo conjunto da obra.
Na Flip, Soyinka participa, no sábado (25/07), da mesa "América e África: uma conversa Atlântica", com a filósofa norte-americana Angela Davis, com mediação da jornalista Flávia Oliveira. A procura foi tão grande que o Sesc RJ precisou transferir o encontro da Casa Sesc para uma tenda montada no Sesc Caborê, com capacidade para 700 pessoas. Os ingressos gratuitos serão distribuídos pela Ingresso.com na sexta-feira (24/07), a partir das 11h.
A última visita de Soyinka ao Brasil foi em 2023, quando foi um dos convidados internacionais do Festival Liberatum em Salvador. Em 2018, ele veio acompanhado do rei de Ile-Ife (Nigéria), Ooni Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi, Ojaja II, para declarar a Bahia oficialmente como a capital iorubana das Américas.













