A morte de Luiz Carlos Barreto, nesta quarta-feira, 22, aos 98 anos, encerra a trajetória de um dos maiores produtores da história do cinema brasileiro. Ao longo de mais de seis décadas, o produtor, conhecido
como Barretão, ajudou a impulsionar a carreira de atores, revelou talentos e reuniu, em diferentes produções, alguns dos principais nomes da dramaturgia nacional.
Entre eles, Sônia Braga ocupa um lugar de destaque. A atriz eternizou a personagem-título de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), maior sucesso comercial da LC Barreto e, por mais de 30 anos, a maior bilheteria da história do cinema brasileiro. A parceria se repetiu em Eu Te Amo (1981), dirigido por Arnaldo Jabor e produzido por Luiz Carlos e Lucy Barreto.
Outro nome marcante da filmografia da produtora é José Wilker (1944-2014). Como o irreverente Vadinho de Dona Flor e Seus Dois Maridos, o ator deu vida a um dos personagens mais emblemáticos do cinema nacional. Ao lado de Sônia Braga e Mauro Mendonça, formou o trio responsável por transformar o longa em um fenômeno de público. Três anos depois, voltou a trabalhar com a LC Barreto em Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues.
Fernanda Torres também construiu uma parceria importante com a produtora. Em Eu Sei que Vou Te Amar (1986), dirigido por Arnaldo Jabor, conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, tornando-se a primeira brasileira a receber a honraria. Mais tarde, integrou o elenco de O Que É Isso, Companheiro? (1997), produção indicada ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.
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Já Glória Pires participou de diferentes momentos da trajetória da LC Barreto. A atriz esteve em Índia, a Filha do Sol (1982), Memórias do Cárcere (1984) e O Quatrilho (1995), três produções que ajudaram a consolidar o prestígio da produtora no Brasil e no exterior.











