Um ano após a morte de Preta Gil, em decorrência de um câncer, o filme documental Preta - Eu não ando só revela uma trajetória inspiradora que transforma dor em partilha e vulnerabilidade em presença,
cercada por amigos e familiares. Construído a partir de imagens inéditas, muitas registradas pela própria Preta Gil em seu celular, o longa chegou ao público nesta segunda-feira, 20.
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Em janeiro de 2023, ao receber o diagnóstico de câncer de intestino, Preta decide documentar sua própria jornada com o apoio dos amigos. Com a coragem e a alegria, que sempre foi sua marca registrada, ela compartilha com seus milhares de seguidores nas redes sociais a fé e a resiliência que a acompanham ao longo tratamento. A narrativa entrelaça a cronologia do tratamento com momentos marcantes de sua vida, revelando o olhar íntimo de quem esteve ao seu lado em cada etapa.
“O filme coloca a gente muito perto da Preta, na intimidade, e ao mesmo tempo dá a dimensão de quem ela foi. Acompanhamos esses últimos anos com idas e vindas por momentos importantes da carreira dela. Apesar da doença, tudo na Preta era sobre a vida, a pulsão gigante da vida. Então é um filme que abraça isso – a alegria, a gargalhada, a vontade de viver. E ao mesmo tempo ela tinha essa vontade de se mostrar para o mundo de peito aberto. Então o filme mostra isso também. As dores, as lágrimas”, revela Sandra Kogut, uma das diretoras do projeto.
Já para diretora Mônica Almeida, esse filme documental é especial por se tratar de um pedido da Preta. "Ela me chamou para conversar em 2023, a vontade dela era fazer um filme mais íntimo, filmado pelos amigos, ela queria se filmar, queria que fosse de verdade, original como ela, a gente acompanhou todo esse processo, o filme foi mudando ao longo do tempo, se desenhando conforme o caminho da Preta", afirma.
O filme reúne depoimentos de pessoas que fizeram parte de sua história, como Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Francisco Gil, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gominho e Ana Carolina, formando uma rede de apoio presente até os últimos dias de sua vida.
Gilberto Gil revela que a filha espalhou afetividade por onde passava. “Ela trazia bons afetos, era amorosa, aproximava pessoas de todo tipo. Isso tudo refletia nela, mas também no mundo, que era recebido por ela de forma muito intensa. O mundo agradecia, havia um diálogo profundo entre ela e o mundo”, reflete.
O filme documental integra o projeto Quanto Mais Preta Melhor, iniciativa que celebra a trajetória e a força da artista. Ele ficará disponível na plataforma de streaming da Globo. A série documental Meu Nome é Preta, com quatro episódios, também já está disponível no Globoplay.













