A Copa do Mundo de 2026 terá um desafio que vai além do campo para as emissoras brasileiras: encontrar a voz capaz de ocupar, ainda que simbolicamente, o espaço deixado por Galvão Bueno no coração dos
torcedores que acompanham os jogos da Globo. Por décadas, o narrador foi sinônimo de jogo da Seleção Brasileira na TV aberta - e ele continuará dando voz à narração, só que agora no SBT, e só nos jogos do Brasil. Agora, com transmissões pulverizadas entre televisão, streaming e plataformas digitais, a disputa pela memória afetiva do público também será dividida.
Na Globo, o posto mais visível ficará com Everaldo Marques, escolhido para narrar os jogos da Seleção Brasileira na TV aberta. Com passagem marcante pela ESPN antes de chegar ao Grupo Globo, ele carrega um estilo mais moderno, de bordões fortes e ritmo acelerado. A missão é grande: ser a voz dos jogos do Brasil justamente em uma Copa sem Galvão no comando da emissora.
No SporTV, Luiz Carlos Jr., Paulo Andrade, Gustavo Villani, Renata Silveira e Dandan Pereira aparecem entre os nomes que ajudam a formar um elenco de narradores com estilos diferentes. Luiz Carlos Jr. representa a voz mais clássica do canal; Paulo Andrade chega com a bagagem do futebol internacional; Villani aposta em emoção; Renata consolidou espaço como uma das principais narradoras do país; e Dandan conversa com um público acostumado a transmissões mais leves.
A Ge TV, aposta digital do Grupo Globo, entra na Copa com perfil próprio. A ideia é disputar audiência em um território mais próximo das redes sociais, onde a narração precisa dividir espaço com reação, comentário e interação. Nomes como Antero Neto, Isabelly Morais, Jader Rocha e Natalia Lara ajudam a dar forma a esse modelo, que tenta aproximar a cobertura tradicional da linguagem de internet.
Na CazéTV, a figura central é Luís Felipe Freitas, que virou uma das vozes mais reconhecidas da nova geração de transmissões esportivas. Ao lado de Casimiro Miguel, ele ajudou a transformar jogos em eventos de comunidade, com humor, improviso e participação do público. A chegada de Fernando Nardini, ex-ESPN, reforça a ambição do canal, que terá todos os 104 jogos do Mundial e deve ser o principal ponto de encontro de quem não acompanha futebol apenas pela TV.
Já a ESPN chega à Copa mais como marca de cobertura, análise e bastidor do que como dona da narração central dos jogos no Brasil. Ainda assim, nomes conhecidos do público esportivo, como Hugo Botelho, Bruno Vicari, André Plihal, André Kfouri e Mário Marra, mantêm a emissora no debate em torno do Mundial, especialmente para quem acompanha o torneio também pela leitura tática e pelo comentário.
Agora a coluna GENTE também está no Instagram. Siga o perfil @veja.gente













